<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780</id><updated>2012-01-27T22:11:53.280-08:00</updated><category term='Praia do Rosa'/><category term='acordo ortográfico'/><category term='lareira'/><category term='leitor'/><category term='computador'/><category term='Fifa'/><category term='jornalismo'/><category term='grêmio'/><category term='Brasil'/><category term='Seleção'/><category term='Rio Grande do Sul'/><category term='Mar'/><category term='frio'/><category term='inter'/><category term='Baudrillard'/><category term='litoral'/><category term='língua portuguesa'/><category term='Dunga'/><category term='futebol'/><category term='notícia'/><category term='fotografia'/><category term='reporter'/><category term='infância'/><category term='Michel Maffesoli'/><category term='imprensa'/><category term='diploma'/><category term='Alberto Korda'/><category term='Rádio Gaúcha'/><category term='internet'/><category term='público'/><category term='máquina de escrever'/><category term='imagem'/><category term='porto alegre'/><category term='sociologia compreensiva'/><category term='Che Guevara'/><category term='praia'/><title type='text'>Juan Domingues</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>46</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-5928082736471128212</id><published>2011-06-07T12:32:00.000-07:00</published><updated>2011-06-07T12:32:37.415-07:00</updated><title type='text'>Um tempo</title><content type='html'>Como os amigos já perceberam, dei um tempo na minha produção de textos neste espaço. Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e outras ferramentas de expressão, especialmente o Twitter, reduziram o tempo. Eu, que ainda questiono o Twitter pelo pouco espaço para consolidar um pensamento, acabei engolido pela coisa. Não que eu seja um doido pelo Twitter e o acesse de forma ininterrupta. Não, não sou dessa turma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou mais um observador das manifestações tuiteiras do que, propriamente, um produtor de conteúdo tuítico. De qualquer maneira, peço desculpas aos leitores pelo distanciamento recente. Em breve, voltarei a escrever. Grande abraço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-5928082736471128212?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/5928082736471128212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=5928082736471128212' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/5928082736471128212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/5928082736471128212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2011/06/um-tempo.html' title='Um tempo'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-3132283852191753787</id><published>2010-12-13T09:35:00.000-08:00</published><updated>2010-12-13T09:35:30.746-08:00</updated><title type='text'>Silêncio</title><content type='html'>Depois de algum tempo, volto a escrever no blog. Alguns motivos me levam a reduzir minha produção de textos neste espaço: falta de tempo, falta de motivação, cansaço, uma série de atividades importantes do ponto de vista profissional, outras tantas no âmbito pessoal e falta de inspiração são algumas das razões que me afastaram um pouco do meu próprio blog. Mas há um ponto que, acredito, tenha sido determinante para isso: o excesso de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho refletido bastante sobre o quanto os indivíduos opinam nesses tempos digitais e com espaços generosos para a manifestação pessoal. Isso é bom. No entanto, como quase tudo na vida, o excesso cansa. É isso o que tenho visto atualmente: o planeta inteiro jogando suas opiniões ao vento. Qual o valor dessas opiniões, afinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando decidi criar um blog, meu objetivo era – e ainda é – o de manter textos meus em algum lugar. Uma espécie de depósito de textos, coisa minha, coisa pessoal. Não tinha – e ainda não tenho – o sonho de ser lido por milhares de pessoas. Os que leem meu blog o fazem, em sua maioria, porque, de algum modo, mantêm relacionamento comigo. Colegas, amigos, familiares. Até porque, não creio que minha opinião seja lá muito importante. É, apenas, um parecer sobre algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vejo nos blogs e no twitter, especialmente, é uma verdadeira banalização da opinião. As manifestações e informações, em sua maioria, são geniais e fundamentais para o relacionamento humano, como “vou tomar banho”; “que programa é esse?”; “odeio acordar cedo”; “hoje tem prova. Não sei nada”; “Foi o melhor show que vi na vida”. Pergunto: por que as pessoas têm a necessidade de dizer coisas como essas? Por que precisam contar aos outros que tomarão banho ou que não gostam de acordar cedo? Por que as pessoas acreditam que essas banalidades tolas do cotidiano têm relevância para os outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho conta no Twitter. Mas não passo por lá já faz algum tempo. Tenho quase 200 seguidores, acreditem. Mas por que eles me seguem? Por certo, pelo mesmo motivo que levam as pessoas a visitar o meu&amp;nbsp;blog. São&amp;nbsp;amigos, parentes, colegas de trabalho, alunos. Claro, eu não chego ao ridículo de dizer no Twitter que vou ao banheiro ou que estou de bom&amp;nbsp;humor ou que detesto acordar cedo. Mas tenho consciência de que não escrevo nada de muito importante para ter 200 almas lendo o que digo. Também cheguei à conclusão de que, mesmo tentando escrever algo interessante em 140 caracteres, estava seguindo a mesma trilha da verborragia opinativa de todo mundo. Então, dei um tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei de ler opiniões sobre o dia, a noite, o programa de TV, a temperatura, o time, a aula, o texto, o jornal, a revista, a partida de futebol, o Jornal Nacional, a reportagem da CNN, a chuva ou sobre qualquer outra coisa. Dia desses, já cansado de opiniões banais – todo mundo tem opinião sobre tudo – escrevi no Twitter a seguinte frase: Que gente que fala! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que essa gente toda falando o tempo todo quer dizer alguma coisa? Não sei ao certo. Mas parece claro que esse excesso de manifestação reflete o comportamento geral das pessoas: falar, sempre. Escutar, só de vez em quando. Por isso,&amp;nbsp;prefiro o silêncio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-3132283852191753787?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/3132283852191753787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=3132283852191753787' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/3132283852191753787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/3132283852191753787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2010/12/silencio.html' title='Silêncio'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-931159747542076468</id><published>2010-10-15T11:50:00.000-07:00</published><updated>2010-10-15T11:50:18.453-07:00</updated><title type='text'>Com reflexão é melhor</title><content type='html'>Gosto de usar o twitter. Não há nada de especial nessa ferramenta, eu acho. Ela apenas faz circular informações entre pessoas que se conhecem – ou não. É coisa do tipo vapt-vupt. Pensou, colocou no ar, alguns leram e gostaram, outros e leram e ignoraram. De vez em quando surge uma conversa mais animada, mais crítica. Mas no geral, tudo é tratado assim, na superficialidade. Como manda a ferramenta, aliás. Não há como ser profundo o tempo todo com um espaço de 140 caracteres. E é aí que reside uma preocupação minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é uma preocupação daquelas que me tiram o sono. No entanto, como jornalista, gosto de textos mais profundos, mais detalhados, mais apurados. Não que a gente não consiga dizer algo em uma frase. Claro que conseguimos. Uma frase é uma ideia, apenas. E uma ideia precisa de um bom argumento que a suporte. Do contrário, não vai passar de uma boa frase, daquelas grafitadas em muros. Com 140 caracteres, não há ideia que se sustente por muito tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o hábito de usar a ferramenta acaba por acostumar o usuário – não usuários jurássicos como eu – a escrever pouco. Não me importo com a maioria. Mas me importo com os estudantes de jornalismo, por exemplo. Escrever é a essência da profissão. E escrever, para o jornalismo, não é jogar uma ideia em 140 caracteres. Escrever, para o jornalismo, é contar uma história que tenha começo, meio e fim, é orientar e informar o leitor, é fazer relações com outros fatos, comparações com outras épocas, é contextualizar aquela informação. Alguém já disse que a função do jornalismo é organizar o caos de informações que o mundo produz todos os dias. Não conseguimos fazer isso em 140 caracteres. No máximo, damos um pitaco, uma dica, uma sugestão, um elogio, uma crítica, um eu acho isso, acho aquilo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para resumir a reflexão que fiz até aqui, vou de 140 caracteres, então:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma ferramenta não substitui outra. Escrever em 140 caracteres tem lá o seu charme, sua velocidade útil. Mas escrever com reflexão é melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-931159747542076468?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/931159747542076468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=931159747542076468' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/931159747542076468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/931159747542076468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2010/10/com-reflexao-e-melhor.html' title='Com reflexão é melhor'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-6922985893684207152</id><published>2010-09-13T14:20:00.000-07:00</published><updated>2010-09-13T14:20:31.368-07:00</updated><title type='text'>Nós, a ralé</title><content type='html'>A única coisa que se ouve nesse&amp;nbsp;autoritário horário eleitoral gratuito é promessa. Promessa de tudo quanto é tipo. As juras vão desde o aumento do número de asilos (sim, número de asilos!) até a elevação do salário mínimo para R$ 1.500,00. Para ganhar o teu voto, eles dizem qualquer coisa. Prometem qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem falar nas manifestações oportunistas. Quando os candidatos estão numa lavoura, dizem que vão impulsionar a agricultura familiar. Se estão num hospital, prometem verbas para ampliação de leitos. Em uma universidade, garantem que têm projetos para os jovens. Quanta&amp;nbsp;bobagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito que&amp;nbsp;me desiludi. Durante anos, gastei saliva conversando sobre política, discuti, debati, votei. Mas não acredito mais nessa gente. Gente que, de norte a sul do país, faz piada com o dinheiro público, dinheiro que é retirado dos impostos que pagamos. Gente que dá gargalhada de pernas para o ar enquanto nós, a ralé, batalha firme acreditando num mundo melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que estou ficando velho. Eu não acredito em político nenhum. Por isso, voto nulo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-6922985893684207152?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/6922985893684207152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=6922985893684207152' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/6922985893684207152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/6922985893684207152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2010/09/nos-rale.html' title='Nós, a ralé'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-1502272829784564848</id><published>2010-08-24T18:15:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T18:16:38.633-07:00</updated><title type='text'>Amanhã</title><content type='html'>Depois de um longo e rigoroso inverno, volto ao blog. O tempo ruim, a falta de tempo, o excesso de tempo dedicado ao cotidiano nos obriga a fazer escolhas. As prioridades vivem sempre na confortável posição hierárquica. O que precisa mais da gente, primeiro. O que nós mesmos precisamos fica para depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever é algo necessário pra mim. Trabalho com texto desde o final do século passado. Vivo do texto. Seja como autor. Seja como consumidor – muito mais aqui, claro. Mas a dedicação ao texto exige tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o tempo não dá trégua. Não para, disse Cazuza uma vez. E lá vamos nós, administrando as horas que passam ligeiras para uns, devagar para outros e simplesmente não andam para milhares. Eu vou fazendo a minha parte, tentando fazer do tempo de agora como algo que não se repetirá amanhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-1502272829784564848?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/1502272829784564848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=1502272829784564848' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/1502272829784564848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/1502272829784564848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2010/08/amanha.html' title='Amanhã'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-3342070771578977693</id><published>2010-06-28T16:41:00.000-07:00</published><updated>2010-06-28T16:46:09.192-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lareira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rio Grande do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='frio'/><title type='text'>Frio</title><content type='html'>Acho que faço parte da estética do frio, expressão que até onde eu sei foi cunhada por Vitor Ramil. Não gosto de sentir frio, não gosto de sofrer com o frio. Mas gosto do frio, da sensação e dos cenários que compõem as manhãs com neblina, as noites de ruas vazias e gélidas, o vento que chacoalha a copa das árvores, a fumaça que sai das chaminés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na rua, o frio do Rio Grande é sombrio, úmido. Parece que o tempo custa a passar.&amp;nbsp;É um ambiente que quero evitar. No entanto, a minha compreensão sobre a estética do frio ultrapassa o inverno das calçadas e das esquinas cortadas pela navalha do vento. Gosto de saber que o lado de fora está assim, gelado. Mas gosto do lado de cá da janela gotejada pelo orvalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ir para o lado de dentro. Gosto de mexer no fogo da lareira. Demora. Primeiro, corto a facão pedaços de lenha serrados milimetricamente pela Estelinha, sob o olhar vigilante da Duda, e os transformo em gravetos. Junto-os ao nó-de-pinho e a outras toras maiores. Faço canudos de papel jornal e os disponho estrategicamente em meio à arquitetura de madeira. Risco o fósforo. Em pouco tempo, o fogo ganha corpo. Sobe a labareda agarrada ao nó-de-pinho. Já está quente agora. A sala muda de cor com a temperatura. Os cachorros se aproximam e se aquecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sopa de capelete miúdo, como a Me gosta, queijo ralado no prato fundo, pão d’água ou sovado e um bom tinto. A toca peruana e o &lt;em&gt;kefie &lt;/em&gt;que o Chicão lembrou de me trazer de Dubai ajudam a esquentar o corpo. Mais um cálice de vinho embala a conversa sobre o dia frio, o que fizemos e o que vamos fazer no próximo final de semana. Entre uma risada, um beijo e um carinho, a conversa já vai longe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora eu adore o mar e o verão, o inverno me faz bem. O frio me une a mim mesmo e aos que estão ao meu redor. O frio e sua estética criam uma espécie de cimento entre as pessoas que querem ficar perto umas das outras. Lá por agosto, poderei estar cansado da baixa temperatura, da umidade e do excesso de roupas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí será a hora de uma outra estética, de um outro comportamento, de um novo cimento a continuar juntando as pessoas que amamos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-3342070771578977693?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/3342070771578977693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=3342070771578977693' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/3342070771578977693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/3342070771578977693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2010/06/frio.html' title='Frio'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-2321423632554251069</id><published>2010-06-14T17:21:00.000-07:00</published><updated>2010-06-14T17:21:38.941-07:00</updated><title type='text'>Com a fé não se brinca</title><content type='html'>O torcedor de futebol é um ser que, antes de tudo, precisa ter fé. Não é obrigatório que seja religioso, mas fé tem que ter. Falo do torcedor de uma forma geral. Agora, neste momento, a torcida colorada é a que mais precisa ter fé. Com Celso Roth no comando, só mesmo um milagre para o Inter conquistar a Libertadores da América. Alguém já disse que a fé move montanhas. É nisso que os colorados estão agarrados desde sábado passado, quando a direção do Inter anunciou a contratação de Roth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscar Celso Roth do medíocre Vasco da Gama – que por sinal venceu de virada o Inter de Jorge Fossati neste Brasileirão – é uma prova clara de que algo estranho&amp;nbsp;está ocorrendo no futebol nacional. Especialmente na casamata. Senão vejamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inter sonhou e especulou Felipão, mas nunca fez uma proposta oficial a ele. Por que? Porque nunca o quis, de fato. E não quis Felipão por vários motivos, entre eles o de que é caro demais para o padrão brasileiro e porque Scolari é gremista de carteirinha. A torcida queria Felipão mais pela mística de técnico exigente e vencedor, mas só por isso. E neste último quesito, a coisa já não é bem assim. Depois da Copa de 2002, Scolari não ganhou mais nada. Ou seja, Felipão não ergue uma taça há oito anos! Por que serviria ao Inter? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adilson Batista foi tentado. Mas como justificar ao torcedor a contratação de um técnico caro, que traz até o roupeiro junto e que em 2006 disse que não torceria para o Inter no histórico confronto contra o Barcelona. Além de gremista, Adilson é pé-frio, porque o colorado ficou com o título de campeão mundial FIFA. Sem falar no temperamento sereno de Adilson, como mostra este &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ivBJwfkLSY4"&gt;vídeo&lt;/a&gt;. Por que serviria ao Inter?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção também falou com Abel Braga. Campeão da Libertadores e do Mundial com o Inter, Abel é um colorado assumido. Mas uma multa milionária teria de ser paga ao clube árabe ao qual ele está vinculado, o que inviabilizou o negócio. Mas mesmo Abel Braga, serviria? Será que apenas a mística seria suficiente para chegar ao bi da América? Que outras opções teria a direção do Inter neste momento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geninho, Luxemburgo, Parreira, Muricy? Os velhos e mesmos sempre de plantão? E da nova geração? Que clube, a quatro jogos de ser bicampeão da América, apostaria em um treinador emergente? Nenhum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celso Roth foi o que sobrou. Não ganhou nada de importante ainda, é verdade. O que não quer dizer nada. Adilson Batista também não. E quase veio a peso de ouro. O que fica evidente neste episódio é que o Brasil está carente de treinador. Não se produz técnicos no país como surgem jogadores. A fábrica de talentos só existe das quatro linhas para dentro. Na casamata, nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por isso, pela absoluta falta de bons treinadores, o comandante da Seleção Brasileira seja Dunga. O Inter vive hoje o que o Brasil está vivendo há algum tempo: uma crise na casamata. Mas com fé, o Brasil pode trazer o caneco da África do Sul, e o Inter conquistar seu segundo título da Libertadores da América. Pode. Mas comece a rezar desde já. Com a fé não se brinca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-2321423632554251069?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/2321423632554251069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=2321423632554251069' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/2321423632554251069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/2321423632554251069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2010/06/com-fe-nao-se-brinca.html' title='Com a fé não se brinca'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-3268235993934480585</id><published>2010-05-14T07:43:00.000-07:00</published><updated>2010-05-26T05:03:25.076-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dunga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seleção'/><title type='text'>Dunga, o coerente</title><content type='html'>Raramente eu escrevo sobre futebol no meu blog. Mas não resisti à entrevista do Dunga no anúncio dos convocados para vestir a camisa da Seleção na Copa do Mundo da África do Sul. Assisti à verborragia dunganiana duas vezes. Na primeira, não prestei muito atenção, afinal não costumo dar muita bola à Seleção. Não torço para a Seleção Brasileira. Na outra, sim, me empenhei em descobrir um pouco a cabeça do treinador do time brasileiro. Concluí que Dunga, o coerente, não quer um time com os melhores. Quer um time de jogadores obedientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ouvi e li uma porção de coisas em relação à convocação. Não pretendo ser original na minha análise, mas o que sobrou do anúncio do Dunga foi quase nada. Para começar, não sobrou time. Não digo que os jogadores sejam ruins. Não é isso. Mas havia gente muito melhor para levar. O problema é que Dunga encontrou em uma palavra o seu esteio para tudo: coerência. Em nome da coerência, o Brasil terá um time sem alguém capaz de desequilibrar uma partida de Copa do Mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dunga adorou a palavra coerência. Para ele, ser coerente é fazer as coisas que sempre disse que ia fazer. É manter uma ideia do começo ao fim. É partir de um princípio e levar a cabo uma trajetória sem arredar um milímetro. Bonito isso. O que talvez Dunga não saiba – eu tenho certeza que ele não sabe – é que ser coerente pode não ser positivo. Ao contrário. Pode ser terrivelmente maléfico. Não gosto, por exemplo, da coerência dos terroristas, dos pedófilos, dos assassinos e dos ditadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida não é algo linear. Por mais que se possa traçar um plano detalhado sobre algo, a vida é uma sucessão de imprevistos que, não raro, forçam as pessoas a mudar de atitude, de opinião, de ideia e até de convicção. Convicção existe para ser substituída. Aplicar em si mesmo o rótulo de coerente como se isso fosse extremamente positivo, como se fosse sinônimo de verdadeiro, correto e justo, me parece grave. Porque a coerência pode andar ao lado da arrogância e da insegurança. A combinação de coerência, arrogância e insegurança tem grande chance de desaguar em autoritarismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dunga, o coerente,&amp;nbsp;mostrou ser um homem autoritário no anúncio da convocação da Seleção para o mundial da África do Sul. Para ele, o que mais pesou na escolha dos 23 jogadores foi o comprometimento dos eleitos. Na visão do técnico, jogar na Seleção exige, acima de tudo,&amp;nbsp;comprometimento. A condição de craque fica em segundo plano. Talvez porque o próprio Dunga tenha sido um atleta mediano, no máximo, mas altamente comprometido com os times que defendeu. Dunga sabia destruir. Mas não tinha um mínimo de talento para construir. Adriano, Ronaldinho Gaúcho, Neymar, Alexandre Pato&amp;nbsp;e Ganço são atletas que podem desequilibrar um jogo de futebol. Mas eles não parecem ser jogadores obedientes que Dunga tanto adora. Dunga gosta de subservientes táticos. Ele não gosta da rebeldia do improviso, da genialidade. Isso porque a genialidade nunca&amp;nbsp;se dobrou e jamais se vergará ao regramento dos desprovidos de talento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-3268235993934480585?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/3268235993934480585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=3268235993934480585' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/3268235993934480585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/3268235993934480585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2010/05/dunga-o-coerente.html' title='Dunga, o coerente'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-2734745643311324478</id><published>2010-04-16T15:00:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T12:28:02.556-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Praia do Rosa'/><title type='text'>Saudade do mar</title><content type='html'>De tudo o que a natureza nos deu, o mar é a melhor de todas. O espírito se renova no mar. A cabeça se refaz. O corpo recarrega a energia. A vida se solta. Mas não é qualquer mar que sensibiliza meu espírito, faz a minha cabeça e dá vida nova ao meu corpo. Tem que ser o mar da Praia do Rosa, do Ouvidor, da Praia do Silveira, da Ferrugem, na região de Garopaba e Imbituba, e da Joaquina e do Campeche, em Florianópolis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com todo o respeito ao litoral gaúcho, que durante os anos da minha infância me serviram de esteio nos dias quentes e frios, o mar gaúcho é uma calamidade. Um mar que quando está claro vira manchete da edição de segunda-feira dos jornais não é um mar que se preze. Quando dependemos da exceção para sorrir é porque a regra é pesada demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde sempre ouço que o mar do Rio Grande é escuro por causa de um certo tipo de alga e também devido aos ventos fortes, especialmente os de sentido nordeste. Com a ventania, fundo arenoso é revirado e acaba por se misturar com a água já não muito clara. Seja como for, esses fenômenos acontecem aqui com frequência e me desestimulam a visitar os 640 quilômetros do litoral gaúcho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lembro quando entrei no mar pampeano pela última vez. Mas faz mais de 15 anos, disso eu tenho absoluta certeza. Neste período, estive em muitos lugares. O melhor deles, no entanto, é a Praia do Rosa. Ouso dizer que o Rosa é a minha praia. O João Bento, amigo querido de tantos anos e que vive a 200 metros da Lagoa de Ibiraquera, em Imbituba, costuma dizer que o Ouvidor é a minha praia. Também é. Escrever sobre o mar, a Praia do Rosa e João Bento ajudou a amenizar a saudade do mar. Mas não é qualquer mar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;em&gt;A foto é da Praia do Silveira, em Garopaba, tirada pelo meu primo, Tiago Gutermann, surfista de primeira. A partir de agora, a imagem ficará sempre exposta no cabeçalho deste blog.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-2734745643311324478?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/2734745643311324478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=2734745643311324478' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/2734745643311324478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/2734745643311324478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2010/04/saudade-do-mar.html' title='Saudade do mar'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-547423785128409440</id><published>2010-04-07T05:31:00.000-07:00</published><updated>2010-04-09T15:35:40.881-07:00</updated><title type='text'>Para morrer de rir</title><content type='html'>Não lembro, mas em algum momento eu já escrevi sobre o ranking dos melhores times do mundo feito pelo instituo alemão IFFHS. Por mais que eu me esforce, não há como levar a sério o tal ranking. O que me intriga é como a grande mídia embarca nessa canoa furada. Senão, vejamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veículos da aldeia já repercutem em manchete que o Inter subiu no ranking do IFFHS. Pulou do 63º lugar em 2009 para o 35º. Uau! A mesma manchete diz que o colorado passou o Grêmio, tentando colocar uma pimenta de segunda na velha e surrada rivalidade gaúcha, O tricolor, que antes ocupava a 20ª posição, agora está na 43ª. O líder é o Barcelona, seguido por Estudiantes (Argentina) e Werder Bremen (Alemanha). Depois figuram Chelsea, Manchester United (ambos da Inglaterra), Cruzeiro (Brasil), Shaktar Donetsk (Ucrânia), Arsenal (Inglaterra), Roma (Itália) e Bayern de Munique (Alemanha). Esses são os 10 primeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém aí pode explicar as razões pelas quais Cruzeiro e Shaktar são o sexto e o sétimo melhores times do planeta? Alguém aí poderia dar uma forcinha e apontar os grandes feitos da Roma para ocupar a posição em que está? Mas isso não é nada. No quadro dos 10 melhores times do mundo até pode haver alguma margem para discussão e "achismos". Agora, me expliquem o que vem abaixo, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que teria feito o Velez Sarsfield, da Argentina, para estar no 24º lugar do ranking da IFFHS, na frente de times insignificantes como Liverpool e Real Madrid? Por que o glorioso FC Basel, da Suíça (isso mesmo, da Suíça!), está na frente do frágil Milan, de Ronaldinho e Pato, da tradicional Juventus, e do Grêmio, por exemplo? Não sei quais são os critérios do tal ranking, mas que é difícil de engolir, isso é. Tire você mesmo as suas conclusões. Faça você mesmo a sua análise acessando &lt;a href="http://www.gramadosite.com/redir/redir:http%3A%2F%2Fwww.iffhs.de" id="a" target="_blank"&gt;www.iffhs.de&lt;/a&gt;. Garanto que você vai morrer de rir. Ou de chorar.&lt;br /&gt;&lt;div align="left" id="divArticleBody" style="border: 0px dotted rgb(223, 223, 223); color: #555555; font-size: 14px; line-height: 170%; margin-bottom: 12px;"&gt;&lt;style type="text/css"&gt;   &lt;!--    .comentaform strong { color: #617f03; letter-spacing: 1px ; font-family: Trebuchet MS,Verdana; font-size: 15px; }   //--&gt;   &lt;/style&gt;&lt;script language="JavaScript" type="text/javascript"&gt;   &lt;!--    var xmlpageloading=false;    var userlogin2='';    function listpagina(page){           getxmlPage('divcomments', '/returncomments/thislogin:juandomingues/idconteudo:24831/compage:'+page, 'commentcarregando');    }    function opencarregando(id){     tamdiv=document.getElementById('divcomments').offsetHeight;     document.getElementById('commentcarregando').style.height=tamdiv+'px';     divopen(id);    }    function closecarregando(id){     divclose(id);    }    function commentcarregando(){     divopen('commentcarregando');    }    function divopen(id){     obj=document.getElementById(id); 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Não exatamente as músicas me interessam, mas as notícias. E dou grande importância ao noticiário esportivo. Especialmente ao futebol. Por um motivo muito simples: eu gosto de futebol. Fui repórter e editor de esportes há alguns anos. Acompanho jogos pela TV, leio jornais e revistas a respeito, acesso sites especializados diariamente e coisa e tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas confesso um constrangimento ao ouvir repórteres esportivos experientes repetindo perguntas medíocres, que remontam à década de 60. Agora mesmo, enquanto escrevo este texto, ouço um programa esportivo da Rádio Gaúcha que ostenta grande audiência. Só para situá-lo, caro leitor, no próximo domingo, dia 28 de fevereiro, o Grêmio decide o primeiro turno do dificílimo campeonato gaúcho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O repórter da Gaúcha, então, começa sua participação no programa fazendo uma surrada, fora de moda e completamente desprovida de criatividade pergunta para um jogador do Grêmio: “Qual a importância de conquistar o título do primeiro turno do Gauchão?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus! Quanto tempo será que o repórter levou para elaborar essa pergunta? Além de ser uma repetição inaceitável de uma pergunta infantil, um questionamento como esse é, no mínimo, um menosprezo à inteligência do ouvinte. Pense comigo, leitor. O que responderá o jogador ao ouvir “Qual a importância de conquistar o título do primeiro turno do Gauchão?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que ele responderá que não tem importância alguma conquistar o título? Ou será que ele dirá que vencer o primeiro turno é apenas mais uma taça, nada demais? Sinceramente, tenho refletido muito sobre o quanto de tempo dispenso do meu dia ouvindo perguntas inteligentes como essa. Começo a pensar, seriamente, em deixar de ouvir programas esportivos. Enquanto isso, vou ficar pensando qual a importância de um time de futebol conquistar um título, se a única razão de existir de uma equipe de futebol é levantar taças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-5358540297139460392?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/5358540297139460392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=5358540297139460392' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/5358540297139460392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/5358540297139460392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2010/02/qual-importancia.html' title='Qual a importância?'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-5249348160450315023</id><published>2010-02-22T05:30:00.000-08:00</published><updated>2010-02-22T05:30:07.333-08:00</updated><title type='text'>Imaginário e ficção na reportagem</title><content type='html'>O jornalismo literário parece caminhar sobre um fio de navalha que separa a essência do gênero – a apuração dos fatos do cotidiano e o registro mais aproximado da verdade – da literatura e do romance e sua construção artificial que, sequer, pode ser considerada uma representação da realidade. No país, a grande referência foi a Revista Realidade, que nos anos 60 e 70 tratava os textos ao melhor estilo do New Journalism de Norman Mailer, Truman Capote, Gay Talese e Tom Wolfe – embora muitos autores ressaltem que jornalismo literário nada tem a ver com o modelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como as grandes reportagens dos ícones americanos, as reportagens da Realidade também eram marcadas pelo alto grau de observação e apuração jornalística, combinadas com fatos atuais e pitadas opinativas. A revista teve seu auge em 1968 e deixou de circular em 1976. Produziu grandes matérias que se aproximavam muito da literatura e tratavam de temas polêmicos e atuais da época, como o aborto, o feminismo, a Guerra do Vietnã. Este estilo de texto criou mitos na profissão, como José Hamilton Ribeiro e Joel Silveira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gênero literário na imprensa no cenário nacional encontra espaço hoje em poucas publicações impressas, como as revistas Piauí e Caros Amigos. O dilema quanto ao enquadramento das funções e limites do jornalismo literário nasceu com o Novo Jornalismo e ainda hoje se mantém: um texto que utiliza recursos ficcionais – próprios da literatura, do romance – pode ser considerado jornalismo? É desta linha tênue entre a ficção e a realidade na reportagem que este ensaio pretende colocar em discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem requisitos básicos para que se possa enquadrar um texto no gênero jornalismo literário, segundo Vitor Necchi . Para este autor, é preciso, primeiro, esclarecer que “não se trata de jornalismo de literatura, uma vez que não se ocupa da literatura como objeto” . Em artigo, Necchi cita Matinas Suzuki Jr., autor do posfácio do livro Hiroshima:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os especialistas exigem alguns requisitos para que uma obra possa ser classificada como jornalismo literário. Ela deve ser publicada em um jornal ou revista (a partir dos anos 80, com a diminuição crescente do espaço nos jornais e revistas, alguns autores passaram a publicar reportagens diretamente na forma de livro; no Brasil, essa foi a única maneira de o jornalismo literário sobreviver). Ela precisa estar ancorada em fatos. Sua matéria-prima é o trabalho de grande apuração: muitas entrevistas, muito bate-pé de repórter, pesquisa em arquivos, exaustiva investigação de fatos, levantamento de dados (SUZUKI JR. in HERSEY, 2002, p. 170).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necchi lembra também que a adoção do jornalismo literário como modelo não é recorrente na imprensa brasileira, como pode revelar um olhar panorâmico sobre as práticas de reportagem efetuadas no país. “Orientações mais canônicas, em especial a que preconiza a objetividade a partir do modelo da pirâmide invertida para a construção de uma notícia, vigoram em especial desde os anos 1950”, afirma Necchi . Por outro lado, no primórdio deste século que se inicia, fala-se de maneira recorrente em jornalismo literário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora este gênero se apóie firmemente nas técnicas do jornalismo, como a ancoragem em fatos e a apuração sofisticada de informações, o jornalismo literário é uma escrita que se utiliza de ferramentas da literatura. Ainda de acordo com Necchi, a partir disso, este modelo jornalístico se “propõe a instigar, seduzir, provocar sensações e despertar o interesse do leitor” .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chamado jornalismo literário foge de olhares pré-formatados e rende textos – sejam reportagens ou perfis – que surpreendem a partir de uma pauta que rompe com visões óbvias ou hegemônicas sobre a realidade. Os autores, na hora de contar histórias não-ficcionais, principalmente nas páginas de revistas, valem-se de recursos típicos da literatura. Profunda observação, imersão na história a ser contada, fartura de detalhes e descrições, texto com traços autorais, reprodução de diálogos e uso de metáforas, digressões e fluxo de consciência – a gama de recursos é ampla para que a realidade seja expressa de maneira elaborada e sob os mais variados aspectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felipe Pena vai além e diz que “o jornalista literário não ignora o que aprendeu no jornalismo diário nem joga suas narrativas no lixo” . Acrescenta o autor:&amp;nbsp; “[...] os velhos e bons princípios da redação continuam extremamente importantes, como, por exemplo, a apuração rigorosa, a observação atenta, a abordagem ética e a capacidade de se expressar claramente” .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o jornalismo literário não trabalha com a mesma lógica do hard news, ou seja, do jornalismo diário, da busca incessante pela melhor manchete e sempre pressionado pelo tempo. Esta regra é subvertida pela vertente literária. Este gênero também rompe com a tradição do lead, inventado nos Estados Unidos, e do enquadramento pelas seis perguntas básicas do texto na forma objetiva e direta: Quem/O que/Como/Onde/Quando/Por que. A escrita literária não tem uma fórmula pronta como exige o lead. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário. Para Necchi, o jornalismo literário exige profunda observação, “imersão na história a ser contada, texto com traços autorais, reprodução de diálogos e uso de metáforas, digressões e fluxo de consciência – a gama de recursos é ampla para que a realidade seja expressa de maneira elaborada e sob os mais variados aspectos”. De tão liberto das amarras da objetividade do lead e do formato quase padrão, o jornalismo literário simplesmente desvia da impessoalidade, um dos principais pilares da estrutura da notícia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é aí que está o questionamento que tenho feito em minha pesquisa de doutorado. Até onde a reportagem (que trata de assuntos em conexão com a realidade) pode ir para conceder ao leitor o prazer de ler uma história real como se fosse ficção, invencionismo. Até onde o jornalismo, que vive de fatos reais, pode ser afetado com toques de fantasia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-5249348160450315023?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/5249348160450315023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=5249348160450315023' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/5249348160450315023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/5249348160450315023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2010/02/imaginario-e-ficcao-na-reportagem.html' title='Imaginário e ficção na reportagem'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-3453618858429439424</id><published>2010-01-03T06:04:00.000-08:00</published><updated>2010-01-04T03:26:38.107-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inter'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fifa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imprensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grêmio'/><title type='text'>Grêmio, uma criança indefesa</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/S0CpFviMRII/AAAAAAAAAJI/tP4hallWemQ/s1600-h/GABIRU.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/S0CpFviMRII/AAAAAAAAAJI/tP4hallWemQ/s320/GABIRU.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Desde meados da primeira década do século XXI, quando o Inter de Fernando Carvalho e Muricy Ramalho mudou o rumo colorado a partir da interrupção da sequência de vitórias do Grêmio em Grenais, a imprensa gaúcha mudou o tratamento em relação aos principais times do Rio Grande do Sul. Em meados dos anos 90, o Grêmio era “o” time. Guerreiro, bravo, imbatível, com alma castelhada. O Inter, um clube desorganizado e fadado ao fracasso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Na época do time de Felipe Scolari, eu mesmo acompanhei de perto aquela equipe e o clube. Era repórter de Zero Hora no Estádio Olímpico. Todos os dias, lá estava eu cobrindo a rotina do Grêmio. Em Porto Alegre, em outros Estados do Brasil, no Exterior. O Inter, de fato, era um clube perdido em todos os aspectos. No entanto, a imprensa da época cobrava menos do grande time do Grêmio do que do medíocre time do Inter. Se algo desse errado no caminho gremista, não tinha grandes problemas. A imprensa gaúcha tratava logo de passar a mão na cabeça do seu filho mais querido. No caso do Inter, não. Mesmo capenga e míope, a obrigação maior pelo sucesso era sempre do Inter. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A partir de 2005, com o vice-campeonato brasileiro – taça roubada pelo Corinthians, nas palavras do próprio presidente do clube paulista à época –, o Inter passou a se consolidar, de fato, como um clube mais forte, mais organizado e mais competente na armação de times e na produção e venda de novos talentos para o Exterior, tornado-o uma instituição de grande potencial econômico. Este potencial levou o colorado ao título da Libertadores da América e do &lt;a href="http://www.internacional.com.br/pagina.php?modulo=2&amp;amp;setor=18&amp;amp;codigo=8019"&gt;Mundial de Clubes da Fifa&lt;/a&gt;, em 2006, da Recopa em 2007, da Sul-Americana em 2008, e aos vices da Copa do Brasil e do Brasileirão, em 2009. Na sala de troféus, o Inter tem todos os títulos possíveis de ser conquistados por um clube de futebol da primeira divisão. Ninguém, em sã consciência, quer uma taça erguida dos subterrâneos da bola. Hoje, o Inter é um clube rico. O Grêmio, um clube pobre. Orçamentos aprovados em conselhos deliberativos não significam quase nada. O que vale é o dinheiro em caixa e o volume de dívidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Mas o tratamento que a imprensa gaúcha dá aos principais times do Estado continua o mesmo. A temporada 2010 está apenas começando, mas já li e ouvi que a obrigação por título neste ano é toda do Inter. Eu disse TODA. Não ouvi nenhuma cobrança ao Grêmio. As justificativas oportunistas para este tratamento são sempre as mesmas: “A imprensa cobra de quem pode mais, de quem tem time melhor”. Balela. Papo furado. Pura retórica para fazer dormir os desavisados. Coisa de quem continua chamando de “fiasco” uma derrota do Inter e de “tropeço” uma derrota do Grêmio. Percebam nas manchetes dos jornais do Rio Grande: o Grêmio não perde. O Grêmio tropeça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Neste ano, o Inter, para a grande imprensa, tem a obrigação de vencer a Libertadores da América. Mas o Grêmio, estranhamente, não tem a obrigação de conquistar a Copa do Brasil. Só o Inter é obrigado a ganhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Se o Grêmio não está obrigado a vencer nesta temporada – como parece que nunca esteve, aliás –, a sua diretoria poderia tratar de priorizar o campeonato metropolitano de bocha em vez de gastar milhões de reais na contratação de jogadores de futebol. Se o futebol não é mais uma obrigação do Grêmio, paguem as dívidas, fechem as portas do departamento de futebol e dediquem-se à bocha. E aí, sim, a imprensa gaúcha poderá, legitimamente,&amp;nbsp;seguir cobrando apenas do Inter a responsabilidade por títulos de futebol. E continuará tratando o Grêmio como um clube que parou de crescer. Como uma criança indefesa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-3453618858429439424?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/3453618858429439424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=3453618858429439424' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/3453618858429439424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/3453618858429439424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2010/01/gremio-uma-crianca-indefesa.html' title='Grêmio, uma criança indefesa'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/S0CpFviMRII/AAAAAAAAAJI/tP4hallWemQ/s72-c/GABIRU.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-3787077032476844716</id><published>2009-12-28T12:00:00.000-08:00</published><updated>2009-12-28T12:11:55.844-08:00</updated><title type='text'>Sonhos antigos, novos desejos</title><content type='html'>Eu sei que vou cair no clichê, mas não tem como chegar a poucas horas do fim de um ano e não tentar fazer uma reflexão. Não posso reclamar de 2009. Não estou me referindo apenas ao âmbito material, que também é muito importante. Trabalhos, lutamos, corremos eternamente atrás da máquina para alcançar objetivos na vida. E alguns são, sim, objetivos materiais. Mas não é disso que quero falar. Falo que 2009 foi um ano de grandes conquistas subjetivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino 2009 com a sensação do dever cumprido tanto do ponto de vista pessoal quanto do profissional. Neste último, apesar de todos os avanços que tive neste ano, sempre podemos crescer mais, surpreender um pouco mais. No campo pessoal, o cara que chega à virada do ano é um cara mais experiente - pode parecer óbvio, mas nem sempre amadurecemos como deveríamos de um ano para outro -, mais sensato e muito, mas muito mais centrado na minha casa, na minha família. Meu grande desafio em 2010 é justamente equalizar esses dois grandes campos do meu cotidiano: a vida profissional com a familiar. E vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho por hábito enfrentar desafios com alguma desenvoltura. Acabo me saindo bem. Então, o que desejo para mim mesmo é serenidade, equilíbrio, alegria, força de vontade, saúde, trabalho e luta para buscar realizações subjetivas, outras tantas materiais, necessárias para o bom andamento da rotina. Quero consolidar conquistas, concretizar sonhos antigos, inventar novos desejos. Que vocês também consigam suas vitórias em 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-3787077032476844716?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/3787077032476844716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=3787077032476844716' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/3787077032476844716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/3787077032476844716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2009/12/sonhos-antigos-novos-desejos.html' title='Sonhos antigos, novos desejos'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-5632480494640608371</id><published>2009-11-11T02:57:00.000-08:00</published><updated>2009-11-11T09:36:58.208-08:00</updated><title type='text'>Como é bom falar de jornalismo</title><content type='html'>Eu gosto de milhares de coisas nessa vida. Gosto do mar, do sol, do verão, de pegar minhas ondas. Gosto do inverno, do frio, de ficar bebendo vinho em frente à lareira. Gosto de ficar em casa com a minha mulher, com meu filho e meus cachorros. Gosto de futebol, do Internacional e até de assistir Vasco e ABC de Natal. Gosto de trabalhar, de fazer o que faço. Gosto de dar aula, de ensinar. Gosto de ler, de aprender e de estudar. Gosto de tocar conversa fiada com os amigos, das risadas de mesa de bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quase nada das coisas que gosto fariam sentido se não gostasse da minha profissão. Adoro ser jornalista e trabalhar com jornalismo. É o que faço todos os dias desde 1991.&lt;br /&gt;Por isso, falar de jornalismo pra mim é falar do mundo vibrante das palavras, do texto, da vida cotidiana, do imaginário, do registro dos fatos que nos anos seguintes servirá, certamente, como registro histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa semana tive uma das experiências mais marcantes da minha trajetória de jornalista, que nasceu na redação do NH, em Novo Hamburgo, passou pelo jornal Zero Hora, por Brasília, pelo jornalismo online, dezenas de viagens pelo Brasil e no Exterior e chega, neste momento, ao ensino de futuros jornalistas na Unisinos e na PUCRS. Na noite do dia 10 de novembro, compartilhei um debate rico e leve com o jornalista, professor e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da PUCRS, Juremir Machado da Silva, sobre um gênio do jornalismo mundial, Tom Wolfe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wolfe é o ilustre convidado do Fronteiras Braskem do Pensamento no dia 16 de novembro, na UFRGS. Por isso, fui convidado, junto com Juremir, para fazer uma espécie de apresentação do pensamento de Tom Wolfe a uma seleta plateia, muitos dos quais deverão estar na palestra do mestre do &lt;em&gt;New Journalism&lt;/em&gt;. Minha participação neste evento se deveu, em grande medida, porque minha tese de doutorado na PUCRS é justamente sobre imaginário e ficção na reportagem, um mergulho no jornalismo literário, sob orientação cirúrgica do Juremir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criação do Novo Jornalismo mexeu com o jornalismo padrão que se fazia naqueles últimos anos da década de 50, começo dos 60. O jornalismo padrão, bege, segundo Tom Wolfe, cansava o leitor pela absoluta falta de criatividade, com textos sonolentos e óbvios. O jornalismo, na época, se preocupava em mostrar quem matou quem e onde. Mas quase nunca queria saber como e porquê o crime havia ocorrido. Esta era a senha para a produção de reportagens profundas, detalhistas. Esta era a senha para ir além, muito além do que os outros já tinham ido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Novo Jornalismo surgiu com um texto fortemente amparado em recursos da literatura, com descrições detalhadas das cenas, transcrição de diálogos, observação sobre o status do entrevistado (ou dos envolvidos com o assunto), como a roupa, o jeito, as expressões, o gesto, o cheiro e o ambiente em que os fatos ocorreram. A intenção era pegar o leitor pela mão e colocá-lo na cena do fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, o Novo Jornalismo conseguiu, com grande aceitação do público e uma boa dose de repúdio por parte dos romancistas, estabelecer um texto não-ficcional com a emoção típica dos romances. Grandes reportagens viraram livros geniais, como &lt;em&gt;A Sangre Frio&lt;/em&gt;, de Truman Capote, &lt;em&gt;Fogueira das Vaidades&lt;/em&gt;, de Tom Wolfe, &lt;em&gt;Fama e Anonimato&lt;/em&gt;, de Gay Talese. Os romances de não-ficção mudaram completamente o jeito de fazer jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que no final das contas, o que vale é o texto. O que existe em jornalismo é texto ruim e texto bom. No Novo Jornalismo, isso fica latente. As virtudes e os defeitos saltam aos olhos do leitor. Por isso, quem se aventura no jornalismo literário precisa saber o que está fazendo. Não é um bicho de sete cabeças. Mas também não é um bicho de uma cabeça só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-5632480494640608371?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/5632480494640608371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=5632480494640608371' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/5632480494640608371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/5632480494640608371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2009/11/como-e-bom-falar-de-jornalismo.html' title='Como é bom falar de jornalismo'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-7713718459602712144</id><published>2009-10-09T12:03:00.001-07:00</published><updated>2009-10-09T12:03:48.262-07:00</updated><title type='text'>O patrono da alegria</title><content type='html'>O patrono está feliz. Candidato ao cargo de patrono da 55ª Feira do Livro de Porto Alegre por cerca de uma década, o jornalista e escritor Carlos Urbim chegou lá este ano. Em um encontro restrito a amigos na noite de quarta-feira, 7, em um bar movimentado da Cidade Baixa, o guri daltônico de Santana do Livramento não escondeu o contentamento de ter sido eleito o personagem principal da maior festa cultural do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urbim é uma das pessoas mais pontuais que conheço. O encontro estava marcado para as 21h. Cheguei às 21h10min. Na frente do bar, o patrono. Em pé, de calça, camisa, blusão e tênis pretos e o inconfundível cabelo grisalho moldado levemente por gel, Urbim segurava um quase proibitivo cigarro na mão direita. Na esquerda, uma pequena sacola plástica com dois de seus últimos trabalhos de presente para mim (Zamprogna: a história da imigração italiana e a industrialização do Rio Grande do Sul, Via Norte, 2008) e para meu filho (Admissão ao Ginásio, Escritos, 2008). “Que bom te ver. Vamos entrar e fazer uma homenagem ao jornalismo rio-grandense”, disse, sorrindo, o autor de Saco de brinquedos, com a voz de trovão e entonação infanto-juvenil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Membro desde o ano passado da Academia Rio-grandense de Letras, Carlos Urbim tem consciência de que sua eleição para patrono não deixa de ser uma espécie de oxigenação no restrito mundo das letras. “Eu escrevo livros infantis. Cheguei até aqui escrevendo para crianças. Isso é surpreendente”, observa, distribuindo com cuidado o molho de pimenta sobre o bolinho de bacalhau fumegante. A escolha de Urbim também representa a opção pela informalidade em meio ao universo conservador, formal e sisudo das academias de letras e das câmaras de livros. Urbim quer que a velha feira da Praça da Alfândega seja uma feira renovada por um patrono que representa a felicidade espontânea do público infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegar a patrono da feira numa disputa com Airton Ortiz, Juremir Machado da Silva, Regina Zilberman e Luis Augusto Fischer deixaria qualquer um, de fato, orgulhoso. Mas Urbim não sente apenas orgulho. Ele tem gratidão. E muita. Por isso, quando tiver de fazer seu primeiro discurso na Praça da Alfândega, Urbim já avisou que a lista de agradecimentos será longa. “Vai ser uma lista telefônica. Não quero deixar ninguém de fora. Pretendo agradecer publicamente a todas as pessoas que trabalharam comigo nesses anos todos, inclusive muitos dos meus companheiros de redação. Sou escritor, mas sou jornalista. Eu me sinto um representante do jornalismo gaúcho neste momento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes do primeiro gole de uma gelada Pilsen uruguaia, erguemos o copo para o brinde. E Urbim soltou novamente o vozeirão. “Vou ser o patrono da alegria. Vou levar o sorriso à Praça da Alfândega”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-7713718459602712144?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/7713718459602712144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=7713718459602712144' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/7713718459602712144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/7713718459602712144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2009/10/o-patrono-da-alegria.html' title='O patrono da alegria'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-791727206178248593</id><published>2009-09-11T13:18:00.000-07:00</published><updated>2009-09-11T13:20:39.959-07:00</updated><title type='text'>Às vezes cansa</title><content type='html'>Estou cansado dos discursos do Lula, do Jornal Nacional, dos programas esportivos do rádio gaúcho, dos comentaristas tradicionais. Cansei dos jornais que assino. Estou cansado das novas velhas notícias das editorias de política, dos escândalos do Congresso, da vida fácil dos senadores, da corrupção nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cansado da rotina da mídia nacional, do Dunga e de sua seleção. Cansei da CBF e de seus interesses malandros e obscuros. Estou cansado da narração do Paulo Brito, da RBSTV, e do malabarismo circense do Galvão Bueno. Estou cansado de ver tanta bobagem no noticiário esportivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cansado da poluição ambiental, da camada de ozônio, do CO2. Cansei do oportunismo ecológico e da conversa fiada em favor do verde. Estou cansado da discussão banal e leviana sobre o pré-sal. Estou cansado do pré-sal e do discurso ideológico que vem de brinde. Estou cansado do atraso social, econômico, educacional da América Latina. Cansei do papo-furado do Hugo Chávez e do Evo Morales. Cansei do bolsa-família e do vale-refeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cansado do cinema nacional e dos filmes da TV aberta. Cansei das opiniões das celebridades, que sempre têm algo inteligente a dizer. Estou cansado do mundo fútil que gravita em torno do narcisismo televisivo e cinematográfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho Orkut, mas já cansei do Orkut. Tenho twitter, mas não uso. Estou cansado do celular que faz foto, que filma, que toca FM e que, surpreendentemente, também serve para falar com alguém. Estou cansado do controle remoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu cansaço é cíclico. Não é permanente. É que nem sempre estou disposto, nem sempre estou a fim de tudo o que o mundo me oferece ou me obriga a aceitar. Hoje estou cansado. Não há motivo especial algum, nada grave. É que às vezes, cansa. Só isso. Eu canso. Às vezes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-791727206178248593?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/791727206178248593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=791727206178248593' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/791727206178248593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/791727206178248593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2009/09/as-vezes-cansa.html' title='Às vezes cansa'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-6828236329510498277</id><published>2009-07-24T12:30:00.001-07:00</published><updated>2009-07-24T12:52:17.640-07:00</updated><title type='text'>Vale tudo</title><content type='html'>Cheguei a ficar emocionado com a notícia. Sério! A partir de agora, o povo brasileiro terá acesso à cultura. Anunciado com alarde pelo governo federal, o Vale-cultura promete colocar o pobre no cinema, no teatro, nos concertos, nas exposições de artes. O governo Lula vai bem. Encontrou na distribuição do vale o caminho das pedras. Depois do bolsa-família, a ideia é que os R$ 50,00 do VC sirvam como ferramenta de inclusão de trabalhadores de baixa renda no circuito cultural do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lançamento do projeto, o presidente da República estava eufórico. Cheio de bom humor e largando as tradicionais piadinhas – foi o que li na edição online de O Globo em 23 de julho. Segundo a proposta, com este dinheiro o beneficiário poderá comprar ingressos para cinema, teatro, shows, livros, CDs (vale CD pirata?) e eventos culturais de toda ordem. Mas acho que ainda vai faltar grana para ver e ouvir Caetano Veloso, Maria Rita e outros nomes da MPB...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto no ar um cheiro forte de aprovação da sociedade brasileira em relação à instituição do Vale-cultura – que ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional, é bom que se diga – na rotina nacional. Ouço coisas do tipo “até que enfim pensaram na cultura”; “show de bola, o povo precisa de cultura”; “já estava na hora da inclusão cultural”. A verdade não existe, sabemos. A verdade é uma versão bem-sucedida sobre um fato. É um ponto de vista em relação a alguma coisa. É alguma coisa vista de um ponto de vista. Então, visto assim, por este ângulo, sim, devo concordar que a ideia é boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse ‘a ideia é boa’. A forma como esta ideia será colocada em prática é que são elas. Não concordo com o VC, assim como não concordo com o vale-transporte, o vale-refeição, o vale-alimentação, o vale-gás, o bolsa-família. A gente não quer só comida, seu presidente. A gente quer diversão e arte, sim, como dizem os Titãs. Mas queremos tudo isso com a dignidade do salário, presidente. O vale é indigno. Enquanto o brasileiro precisar de todos esses vales pra viver, presidente, o Brasil continuará sendo o país da esmola e do assistencialismo. Continuará sendo um país sem salário, um país do vale-tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-6828236329510498277?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/6828236329510498277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=6828236329510498277' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/6828236329510498277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/6828236329510498277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2009/07/vale-tudo.html' title='Vale tudo'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-1733759987064685974</id><published>2009-06-25T11:21:00.000-07:00</published><updated>2009-06-25T11:26:46.528-07:00</updated><title type='text'>Vida de ministro</title><content type='html'>Uma grande curiosidade toma conta de mim neste momento. O que o nobre ministro Gilmar Mendes faz nas horas vagas? O que faz um homem tão culto, letrado, depois que tira o peso da toga dos ombros ao final de sua, imagino, árdua labuta diária? Será que Mendes faz um happy hour com os amigos ministros? Será que ele tem amigos? Será que toma um chopinho, come churrasquinho no espeto – daqueles vendidos em estacionamentos de muitos supermercados de Brasília? Será que ele assiste a alguma partida de futebol na TV? Será que ele curte uma novela? Será que ele gosta da Norminha em cena?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de saber como é a rotina de um homem tão nobre e poderoso. Como ele se veste em um sábado pela manhã, sem os compromissos tão exaustivos de ministro do Supremo? Será que ele veste bermuda de sarja e camisa pólo? Bem, disso eu não tenho dúvida. Gente da estirpe de Mendes, nobres da corte, sempre vestem bermuda de sarja e camisa pólo. Assim eles se acham descontraídos e elegantes ao mesmo tempo. Ficam, digamos, brega-chiques. Será que o ministro que admira cozinheiros sabe cozinhar? Será que ele reúne amigos para uma paella preparada por ele mesmo? Nossa, imaginem ser servido pelo todo-poderoso do STF... Que luxo, diria um amigo meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas perguntas rondam a minha cabeça desde que Gilmar Mendes se tornou o grande porta-voz de toga para declarar que o diploma de jornalista não precisa mais ser exigido para o exercício da profissão. Ao justificar seu voto a favor da martelada sobre o diploma, Mendes fez comparações tão infantis que me recuso a ordená-las aqui. Mas algo me chama a atenção. Ao comparar a necessidade de diploma para o exercício do jornalismo com a atividade de um cozinheiro, fiquei preocupado com o ministro. Por alguns instantes, deixei de me preocupar sobre como seria a vida banal e ordinária de Mendes. Passei a me preocupar com sua saúde! Será que nosso ministro está bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que ele está conseguindo fazer coisas mundanas, como julgar o futuro da profissão dos outros? Será que ele está mental e fisicamente saudável para compreender o que representa um diploma na vida de um universitário? Na vida de um jornalista formado, qualificado, capacitado, habilitado? Temo que não. Gilmar Mendes não parece bem. Dizem que ele sequer anda lendo jornais. Dizem que há dias não assiste a nenhum telejornal. Mas tudo isso pode ser fofoca de jornalista, intriga contra o pobre do ministro. Neste emaranhado de dúvidas que me atordoam, uma certeza eu tenho: Mendes pode até ter deixado de ler jornais, mas continua lendo a Veja. Religiosamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-1733759987064685974?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/1733759987064685974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=1733759987064685974' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/1733759987064685974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/1733759987064685974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2009/06/vida-de-ministro.html' title='Vida de ministro'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-507211678999268292</id><published>2009-05-15T11:12:00.000-07:00</published><updated>2009-05-15T11:19:39.721-07:00</updated><title type='text'>O tempo</title><content type='html'>&lt;p&gt;Acordei cedo, pensando na falta de tempo. E me dei conta que marcamos a vida pelo tempo. O tempo primitivo, das cavernas. O tempo da pedra, do fogo. Das guerras sangrentas, das cidades muradas, das cruzadas. Um tempo que parecia não ter fim. O tempo em que os deuses eram muitos. Tempo da inquisição em nome de um único deus. Tempo de buscar um novo mundo, da opressão sob o manto da colonização de povos tropicais e nus. Tempo de escravidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo do lampião, da energia elétrica, do trem, da indústria, do capital. Tempo de dominações armadas, da força bélica de algumas nações sobre outras – este tempo nunca passa. Tempo de duas grandes guerras. De pensar uma sociedade socialista, comunista. Tempo do medo permanente de uma guerra fria. Tempo de conhecer o espaço, o universo, a galáxia. Tempo de controlar o incontrolável, a via láctea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo de crescimento econômico para alguns. De estagnação para outros. Tempo de espalhar ideologias, apagar outras. De tempos em tempos aparece alguém que logo é assassinado. O tempo se encarrega de carregar o morto ao patamar dos mitos. Tempo de trabalho pesado, de jornadas estafantes em busca da sobrevivência rural e urbana. Tempo de perder emprego e de buscar o ganho informal. Tempo de fartura. Tempo de fome. Tempo de crise do social. Tempo de crise do capital.&lt;br /&gt;              &lt;br /&gt;A mídia conta o tempo que a História só conta muito tempo depois. Tempo da imprensa contar tudo – quando a ela interessa – e de esconder o que pode – quando a ela também interessa. Tempo de literatura, de leitura. O jornal faz o tempo e avisa como será o tempo amanhã. Tempo de tecnologia. Tempo das ondas do rádio. É tempo de televisão. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O fascínio da tecnologia deixa o tempo para trás. Tudo é muito apressado para quem acha que controla o tempo. Tudo é preguiçoso para quem não percebe o que se passa ao seu redor. O tempo de hoje é apenas mais um tempo. Um tempo veloz e repleto de informações. O tempo virtual que nos move pouco se importa sobre o que, de fato, nos comove. O tempo segue firme o seu destino de sempre. Até que nos leve de volta ao tempo primitivo, das cavernas. O tempo da pedra, do fogo. Das guerras sangrentas, das cidades muradas, das cruzadas. Ao tempo que parece não ter fim.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-507211678999268292?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/507211678999268292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=507211678999268292' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/507211678999268292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/507211678999268292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2009/05/o-tempo.html' title='O tempo'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-1593967722992484352</id><published>2009-04-16T17:07:00.000-07:00</published><updated>2009-04-16T17:14:08.561-07:00</updated><title type='text'>Quem gosta de teoria?</title><content type='html'>Pessoas não gostam de teoria. Mais que isso. Pessoas têm ojeriza a tudo o que possa gravitar em torno da palavra teoria. O que importa é a prática. Sim, o mundo lá fora não tem nada de teoria. O mundo real é prático. O mercado de trabalho é prático. A vida é prática. Não há nada de teórico em acordar às 6h e sair às pressas para o trabalho, dar um duro danado o dia todo e voltar cansado pra casa à noite. A luta cotidiana por uma vida decente consome as pessoas. E  as força, de certo modo, a pensarem pouco mais que o necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me refiro ao pensamento regular, comum, sobre os fatos e as coisas da rotina urbana. A ditadura da vida prática restringe o pensamento denso, profundo sobre esse mesmo cotidiano. O prático inibe a reflexão de tal forma que tudo o que percebemos ao nosso redor acaba parecendo banal, simples. Quem não reflete acredita que tudo é assim porque é. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se refletirmos um pouco, vamos notar que há teóricos para tudo: internet, literatura, política, comunicação, economia, televisão, fotojornalismo, teatro, cinema, futebol, medicina, urbanismo, radiojornalismo, trânsito, agricultura, cultura, drogas, sexo e rock and roll. Atrás de tudo o que possa nos parecer apenas prático existe mundos repletos de teoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A internet, por exemplo. A partir do www, o mundo mudou, sabemos. Mudou o jeito de buscar informações, de ler, de ouvir música, de guardar fotografias, de conversar, assistir a um filme, sintonizar uma rádio, de namorar, de se relacionar com as pessoas. E tudo isso em velocidades inimagináveis há poucos anos. Neste mundo veloz, de trocas rápidas de informação e afeto, mal conseguimos nos atualizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se normalmente não nos apegávamos ao teórico, com a pressa imposta pela web ficou ainda mais difícil de pensar com profundidade. No entanto, é fundamental parar e refletir sobre os mundos que nos cercam. Há alguns dias li um artigo de André Lemos sobre cibercultura. Lá pelas tantas, o autor instiga o leitor a pensar se a internet é uma mídia. Interrompa agora a leitura deste texto por alguns minutos. Reflita sobre isso antes de prosseguir. A internet é uma mídia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, a internet, diz Lemos, não é uma mídia de massa como as que conhecemos há anos. O autor explica que a diferença entre a internet e as mídias tradicionais reside na não vinculação entre o instrumento (equipamento) e a prática. Diz ele: “Quando falo que estou lendo um livro, assistindo TV ou ouvindo rádio, todos sabem o que estou fazendo. Mas quando digo que estou na internet, posso estar fazendo todas essas coisas ao mesmo tempo, além de enviar e-mail, escrever em blogs ou conversar em um chat”. Quando estamos na internet, ninguém sabe exatamente o que estamos fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples, não? Assim fica claro que internet, de fato, não é uma mídia de massa. O engraçado de tudo isso é que a solução ao questionamento proposto por Lemos não vem essencialmente da prática, do uso da internet. Para decepção geral dos práticos de plantão, esta resposta vem da teoria, da reflexão sobre a utilização do www.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-1593967722992484352?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/1593967722992484352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=1593967722992484352' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/1593967722992484352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/1593967722992484352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2009/04/quem-gosta-de-teoria.html' title='Quem gosta de teoria?'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-3644680419449057915</id><published>2009-03-23T14:26:00.000-07:00</published><updated>2010-09-10T12:54:54.697-07:00</updated><title type='text'>O Brasil não é um país democrático</title><content type='html'>Os políticos adoram dizer que o Brasil é um país democrático. Para eles, o Brasil é uma maravilha de democracia. Volta e meia, um desses engravatados elogia o “amadurecimento” do processo democrático do país. Lindo isso. Chego a ficar arrepiado quando ouço palavras tão sinceras. É óbvio que ao exaltarem a democracia verde-amarela, eles estão comparando o momento atual com a ditadura militar. Bem, neste paralelo, não há dúvida de que vivemos num país pra lá de democrático, vivemos num paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mídia, que sofreu muito com a ditadura militar, também se derrete toda vez que os brasileiros vão às urnas escolher os “representantes do povo”. E é aí que eu quero chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais viveremos em um país democrático enquanto um cidadão for obrigado a votar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se existe uma coisa que não combina com democracia é voto obrigatório. Por que somos obrigados a isso? Por que? Costumo ouvir que é melhor ser obrigado a votar porque, do contrário, sabe-se lá que políticos serão eleitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, por favor. Ninguém pode dizer que ficará melhor ou pior. Melhor? No Brasil, não é preciso muita coisa para que o Congresso Nacional, por exemplo, seja melhor. E também não precisa quase nada para que ele seja pior do que já é. Então, por que somos obrigados a comparecer às urnas para votar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que eu não espero que os políticos avancem no seu modo de pensar em relação a isso. Afinal, eles precisam de pessoas que votem. Do contrário, não serão eleitos. Por isso, a cada período eleitoral, eles exaltam “a força da democracia brasileira“. É uma afirmação em benefício próprio! A democracia não passa pelo voto obrigatório. O país de Barack Obama é o maior exemplo disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os políticos não avançam nesta questão, pelo menos a mídia deveria fazê-lo. Mas não faz. A mídia também se arvora nos períodos eleitorais, você sabe. No dia da votação, um dos maiores clichês da imprensa brasileira se repete: “Eleitores vão às urnas, na festa da democracia”. E manda matérias da "festa", mostrando jovens de 16 anos e pessoas de idade avançada, que não são obrigadas a votar, nas filas para darem "o exemplo de civismo e amor ao país”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também entendo a paixão da mídia por eleição. Das urnas saem políticos. E políticos trabalham em leis. E leis podem – e muito – beneficiar grupos de Comunicação Brasil afora.&lt;br /&gt;Para os políticos e a mídia, a obrigação de votar é um ato democrático. Não é lindo isso? Nada mais livre do que ser obrigado a fazer alguma coisa, não é? Para eles, o povo precisa exercer a sua cidadania votando. Para mim, a cidadania deve ser exercida como eu acho que devo exercê-la. Como sou obrigado a ir à urna, chego à máquina de votar e anulo todas as opções. E saio de lá com a sensação de ter cumprido com o meu dever de cidadão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-3644680419449057915?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/3644680419449057915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=3644680419449057915' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/3644680419449057915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/3644680419449057915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2009/03/o-brasil-nao-e-um-pais-democratico.html' title='O Brasil não é um país democrático'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-4300681190206665909</id><published>2009-03-06T07:02:00.000-08:00</published><updated>2009-03-06T09:13:56.844-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notícia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='público'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>Notícia boa é notícia ruim</title><content type='html'>É interessante perceber que a sociedade, de certa maneira, nunca está satisfeita com o que vê na mídia. Na rotina diária social, não é raro ouvir comentários de pessoas reclamando que os jornais só publicam notícias ruins. "Se torcer, sai sangue", dizem. Que os telejornais só mostram crimes, tragédias, acidentes, corrupção, mortes. Este tipo de comentário encontra eco na realidade, sim. Mas a preferência midiática por assuntos obscuros tem lá os seus motivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou, neste espaço, fazer um histórico sobre a imprensa. Mas só para se ter uma idéia do que estou falando, o fotojornalismo, por exemplo, nasceu com a morte. Sim, lá nos primórdios, a sociedade tratou de enviar fotógrafos para os campos de batalha com o intuito de registrar os rostos dos que morriam em combate. Era uma prova de que o bravo soldado havia tombado. E um alívio para as famílias, que, enfim, poderiam promover seus rituais de despedida de seus entes queridos. Aos poucos, no entanto, os responsáveis pela tarefa passaram a se interessar não apenas pelo registro dos mortos, mas também pela atuação dos que ainda estavam vivos. As lentes se voltaram, então, para as cenas de guerra, o ambiente, as dificuldades no front. O texto jornalístico também sempre se ocupou da morte e das tragédias naturais e daquelas provocadas pela instável mente humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das razões para tal predileção da imprensa está na própria natureza da sociedade. Se você já presenciou um acidente de carro numa rodovia, sabe do que estou falando. Quando isso ocorre, é comum que o trânsito fique lento nas imediações do local. Os motoristas, em vez de trafegarem normalmente, reduzem a velocidade com um único objetivo: esticar o pescoço para ver o que houve e, principalmente, para conferir se há vítimas em meio às ferragens. Ainda que as pessoas queiram distância da morte, quando ela se dá de forma violenta, passa a ganhar um interesse maior por parte do público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o que a mídia faz é simplesmente reproduzir fatos que o leitor, o ouvinte, o telespectador ou o internauta está sempre disposto a consumir. A mídia, como diz Edgar Morin, não inventou o crime, a violência, a tragédia. E ainda que muitos jornalistas achem que são deuses, eles também não inventaram a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, muitas vezes tenho dificuldade para compreender o consumidor midiático. Há poucos dias, o Brasil estava mergulhado no confete, na serpentina, na batucada, no sambódromo, nas mulatas e celebridades nuas, nos desfiles das escolas de samba, nas ruas do Recife abarrotadas de frevo, maracatu e gente. Há poucos dias, o país estava sedado pelo carnaval. O noticiário nacional, embebido pela folia, abriu todos os seus espaços para o pandeiro, a cuíca e o tamborim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, incrivelmente, no meio da farra, ouvi muita gente dizer que não agüentava mais carnaval, que não suportava mais as notícias das escolas de samba, que já estava cansada de ver aquele monte de gente cantando, pulando, se beijando, se divertindo em plena felicidade. E que a imprensa não tinha mais nada de importante e sério para noticiar. É curioso, no mínimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando temos uma descontraída sequência de notícias alegres, é porque não somos sérios. Quando o noticiário mostra violência e tristeza, é porque a “mídia só gosta de mostrar tragédia”. Neste cenário sem máscaras e fantasias, cada vez mais vale a máxima jornalística de que notícia boa é notícia ruim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-4300681190206665909?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/4300681190206665909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=4300681190206665909' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/4300681190206665909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/4300681190206665909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2009/03/noticia-boa-e-noticia-ruim.html' title='Notícia boa é notícia ruim'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-2172985873904378603</id><published>2009-02-25T12:47:00.000-08:00</published><updated>2009-02-25T12:58:22.344-08:00</updated><title type='text'>O ciclo em movimento</title><content type='html'>Depois de algumas semanas de férias, o corpo parece desobedecer algumas ordens do cérebro. Ainda que também demore um pouco a recuperar o ritmo normal das atividades rotineiras, a cabeça, ao contrário do corpo, não pode se dar ao luxo de atirar-se no primeiro sofá que aparece. Braços, pernas e tronco são chegados num relaxamento, numa preguiça. E conspiram contra a volta à normalidade do pensamento. Mas a cabeça é insistente, persistente. E, mesmo de recesso, funciona sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu caso, volto com os neurônios em perfeita ordem, ou seja, agitados como sempre, ocupados como sempre, atarefados como sempre. Alguém pode estar se perguntando se eu, afinal, descansei no verão. A resposta é sim. E muito. Fora do eixo litorâneo das beldades colunáveis gaúchas (trata-se do perímetro que compreende entre Xangri-Lá e Torres, área em que grande parte das mulheres vão para a praia de salto 15 para impressionar), eu me diverti demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem acompanhado pela Me e pelo Filipe*, ocupei o corpo e a mente com muito sol, algumas ondas, muito calor, pizzas, anchovas e tainhas assadas, camarões, pãezinhos de padaria de praia (por que o pão de padaria de praia é melhor que o da cidade onde moramos?) e alguns bons churrascos. Tudo isso regado a muita risada, protetor solar, litros e litros de água e uma moderada cervejinha. Então, seria desonesto se dissesse que não descansei no período de férias. Descansei, sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O retorno, no entanto, faz parte das férias. Voltar ao trabalho complementa o ritual de tirar alguns dias de folga. Voltar das férias para lugar nenhum não faz sentido. No meu caso, deixei a areia para trás em troca das minhas turmas de Jornalismo na Unisinos e na PUC. Além disso, começo em março meu doutorado em Comunicação, também na PUC. Por si só, essas três atividades já teriam força suficiente para motivar meu retorno das férias. Dar aula e ser aluno são ocupações gratificantes para mim. Mas o meu trabalho também me traz uma porção de outras coisas boas: traz paz ao espírito, equilibra as minhas relações mais próximas, conduz os aspectos domésticos e, claro, perpetua a inquietude da mente, que já fica pensando nas próximas férias. Só para manter o ciclo em movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Hoje, dia 25 de fevereiro, Filipe, meu filho, comemora 4.015 dias de vida. Fili, muito obrigado por me fazer feliz há 11 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-2172985873904378603?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/2172985873904378603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=2172985873904378603' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/2172985873904378603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/2172985873904378603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2009/02/o-ciclo-em-movimento.html' title='O ciclo em movimento'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-7148499108934261500</id><published>2009-02-01T14:18:00.000-08:00</published><updated>2009-02-01T14:19:38.493-08:00</updated><title type='text'>Férias</title><content type='html'>Olá, queridos leitores.&lt;br /&gt;Vocês perceberam que o blog não tem sido atualizado nos últimos dias. Por um motivo nobre: férias. Estarei de volta a partir de 18 de fevereiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-7148499108934261500?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/7148499108934261500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=7148499108934261500' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/7148499108934261500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/7148499108934261500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2009/02/ferias.html' title='Férias'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-1200501620638507922</id><published>2009-01-14T08:17:00.000-08:00</published><updated>2009-01-14T08:54:07.173-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='infância'/><title type='text'>As ruas da minha infância</title><content type='html'>Dia desses, enquanto dirigia pela cidade, o Filipe, meu filho, que tem dez anos, me fez uma pergunta difícil de responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom ser adulto, pai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num primeiro momento, disse apenas um “depende”. Como qualquer criança, Filipe não se dá por satisfeito com respostas ridículas como a que eu acabara de lhe dar. E voltou à carga: “É bom ou não é bom ser adulto?” Disse a ele que todas as etapas da vida são boas, que precisamos compreender todas as idades como elas devem ser compreendidas, ou seja, de maneiras diferentes, e destilei outras bobagens periféricas. “É bom ou não é bom ser adulto?” – repetiu o Filipe, já impaciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom – respondi.&lt;br /&gt;Por quê? – Retrucou meu filho, olhando-me com os olhos castanhos e lindos.&lt;br /&gt;É difícil de responder, filho – me desculpei. E avancei: É bom porque podemos fazer coisas que crianças não podem. Por outro lado, também é bom ser criança. Porque crianças podem fazer coisas que adultos não podem mais fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, Filipe começou a ler alguns outdoors ao longo da Avenida Ipiranga, em Porto Alegre. Era a senha de que ele, ao menos aparentemente, havia ficado satisfeito com minha resposta. Mas eu tenho a mania de martelar coisas na minha cabeça. Em geral, assuntos difíceis de encontrar respostas definitivas. Não sei, mas algo no subjetivo me atrai. Então, fiz uma retrospectiva do diálogo que tive com meu filho e voltei ao passado para responder a mim mesmo se é bom ser adulto.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Lembrei da minha infância, em meados da década de 70. E logo de cara já me vi numa encruzilhada: qual a memória mais remota da minha infância? Incrível, mas não lembro de nada antes dos cinco ou seis anos de idade! Será que isso só acontece comigo? Serei eu um cara normal? Será que minha memória está se diluindo de forma precoce? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Depois deste surto existencial, a primeira cena me veio à mente: eu brincando no pátio de casa com meu cachorro, um pastor alemão. Lembrei dos meus amigos mais próximos, como o Raul, o Marcondes, o Batista (com os três ainda mantenho contato eventual), dos jogos de futebol na calçada da Rua Felipe de Oliveira, no Bairro Petrópolis. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Continuo percorrendo os corredores do meu próprio tempo e deparo comigo um pouco maior, cruzando a Rua Eça de Queiroz com uma Caloi linda, de cor clara e pneus altos. Como era bom andar de bicicleta até ouvir o grito de que o jantar estava pronto! Às vezes eu comia no pátio de casa para ter certeza de que meus amigos ainda estariam na rua depois do jantar para continuar nossa brincadeira. Minha casa não tinha grades, apenas um murinho de um metro de altura, se tanto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As casas não tinham grades e a gente não tinha medo. Eu também adorava uma boa corrida de carrinhos de lomba. Eu e meus amigos chegamos a ‘construir’ um carrinho de lomba que era um ônibus. Ou seja, era um carrão de lomba, com capacidade para cinco corajosos passageiros. Tínhamos problemas para fazer as curvas, é verdade, mas nada que algodão, mercúrio e Band-Aid não resolvessem. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como era bom aquele tempo! Como eram bons aqueles dias da minha infância... Atualmente, quando faço churrasco aos domingos na casa do meu pai, que fica na Eça de Queiroz, sempre volto um pouco ao passado. E toda vez eu repito em silêncio para mim mesmo: “Essas são as ruas da minha infância”. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vou falar novamente com o Filipe sobre se é bom ou não ser adulto. Preciso dizer a ele que é muito melhor ser criança. Por um milhão de motivos, mas principalmente porque quando somos adultos, não conseguimos nos lembrar por completo de como foi a nossa infância. Guardamos um passado retalhado, fragmentado, sob neblina. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Só depois de pensar sobre isso é que me dou conta de uma coisa: eu queria ter conseguido guardar todos aqueles dias numa caixa secreta e segura. Queria ter guardado todas as cenas – as boas e as ruins – para mostrar para o meu filho o que eu só descobri quando me tornei adulto: que eu era a pessoa mais feliz do mundo nas minhas ruas infantis. Eu era feliz como deveriam ser os milhares de pequenos seres humanos que hoje vagueiam pelas avenidas das grandes cidades sem comida, sem brinquedo, sem casa, sem amor e sem infância. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-1200501620638507922?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/1200501620638507922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=1200501620638507922' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/1200501620638507922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/1200501620638507922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2009/01/as-ruas-da-minha-infncia.html' title='As ruas da minha infância'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-3051261863907947204</id><published>2009-01-06T02:48:00.000-08:00</published><updated>2009-01-06T08:24:07.593-08:00</updated><title type='text'>As mulheres, o ciúme e o futebol</title><content type='html'>Gosto de ir ao supermercado. Quase sempre encontro alguém que não vejo há algum tempo. Dia desses topei com um amigo da faculdade de Jornalismo, o Renato, em um daqueles corredores gelados das comidas prontas. Lembrei da paixão do meu amigo pelo Grêmio e perguntei o quanto ele estava ansioso pelo retorno do time à Libertadores deste ano, onde ele iria assistir aos jogos da equipe e coisa e tal. Renato, que estava sorridente, ficou sério de repente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entendi aquela reação e perguntei o que havia acontecido. Com jeito de conformado, me disse que não iria assistir aos jogos pela televisão. Não assistiria a nenhum jogo este ano. Logo imaginei que ele não tivesse TV a cabo. Mas rapidamente me veio à cabeça a imagem de torcedores assistindo a jogos que só passam pelo cabo nos bares, quando a galera une o útil ao agradável: futebol, cerveja, petiscos e os amigos em volta de uma mesa. Mas ele foi seco, direto. Não iria assistir às partidas porque a mulher dele não queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Como assim? – perguntei.&lt;br /&gt;– Você sabe, as mulheres não gostam de futebol – disse ele. – Elas acreditam que os homens as desprezam quando sentam diante da televisão....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi trocar de assunto e, em pouco tempo, nos despedimos. Fiquei pensando na dor do meu amigo de faculdade. Pensei como uma mulher pode ser assim, tão perversa. Como ela pode privar meu amigo de assistir a uma partida de futebol na TV que dura, tão somente, noventa minutos? Na volta para casa, enquanto dirigia, refleti sobre o assunto. Por que o futebol incomoda tanto as mulheres? Não todas, claro. Conheço várias que adoram uma partida de futebol. A Me, por exemplo, gosta e entende de futebol. Nos finais de semana, assistimos a jogos na TV e vamos ao Beira-Rio. Volta e meia, em casa ou em qualquer lugar, conversamos sobre o mundo da bola, as contratações do Inter, a situação do Santos, o humor do Muricy e coisa e tal. Aliás, conheço mulheres que jogariam melhor que o gordo do Ronaldo Fenômeno, contratado pelo Corinthians para se tornar, em fim de carreira, a alegria dos zagueiros brasileiros. Mas muitas delas, de fato, não são atraídas pelo futebol. Mais que isso: elas têm ojeriza a futebol....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muito pensar, percebi que não existe preconceito das mulheres em relação ao futebol, o esporte. Isso não existe. Tanto que em época de Copa do Mundo as minhas colegas de trabalho são as primeiras a organizarem pipocas e salgadinhos para que o pessoal assista aos jogos da Seleção, quando esses ocorrem em horário de expediente por causa do fuso horário e talicoisa. Portanto, as mulheres não odeiam o futebol. O que elas sentem é ciúme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres nutrem um ciúme mortal pelo futebol. Talvez porque as mulheres, de uma maneira geral, querem a atenção só para elas. Exclusivamente para elas. As mulheres só admitem dividir o seu amado com os filhos. E olhe lá! Às vezes, nem isso. Dividir o namorado, o marido ou o amante com bichos de estimação, raramente. Com os amigos, uma vez na vida e outra na morte. De preferência, na morte. Mas elas não suportam compartilhar os homens com o futebol. Isso, nunca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse sentimento feminino é ainda mais potencializado quando o vivente tem assinatura de TV a cabo. Sim, porque a TV aberta transmite futebol apenas duas vezes por semana, às quartas-feiras à noite e aos domingos à tarde, para atrapalhar aquela maravilha de programa que é o Domingão do Faustão. Quem tem canais a cabo e gosta de futebol vive no paraíso. É futebol todos os dias e em qualquer horário. Campeonato da Inglaterra, da Alemanha, da França, da Itália, da Espanha, da Ucrânia e da Malásia. Tem os campeonatos estaduais do Brasil, o Paulistão, o Cariocão, o Gauchão, tudo no ÃO. A mulher que vive com alguém que gosta de futebol e tem TV a cabo corre sério risco de pedir divórcio em junho, no meio da temporada, antes de o time do marido perder jogadores na janela de agosto para o milionário futebol árabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns especialistas dizem que o ciúme – este sentimento que já destruiu milhões de relacionamentos ao redor do globo – pode ser apenas insegurança. Um medo de perder o amor a que tanto se dedica. As mulheres hão de dizer que se elas não gostam de futebol, os homens empatam esse jogo porque odeiam novelas. Concordo, em parte. Um outro amigo meu só sai de casa à noite depois da novela das 8. Que já é novela das 9 há muito tempo. Mas até onde eu consigo perceber, os homens não exercem esse ciúme abusivo em relação à novela, como as mulheres praticam em relação ao futebol. E olha que a TV aberta deve passar umas 48 novelas por dia durante seis dias por semana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não saberia dizer se este pequeno entrave conjugal em que meu amigo de faculdade está metido tem solução imediata. Mas preciso dizer que o futebol e a novela são instituições sociais vivas, que fazem parte do imaginário social enaltecidos pela mídia. O colunista do jornal Zero Hora e meu querido amigo David Coimbra, por exemplo, diz que o futebol é uma representação da sociedade. Pode ser um exagero, mas visto de muitos pontos de vista, representa mesmo. No estádio ou no gramado estão presentes as disputas de poder, as tensões, a vitória e a derrota. A novela também exerce essa representação com histórias que envolvem a ganância, a traição, as paixões, o mocinho e o vilão. Vivemos tudo isso no nosso cotidiano e quase não nos damos conta. A sociedade se vê, diariamente, nas paixões do futebol e nas tramas das novelas. E isso não é bom nem ruim. É apenas uma pequena parte do nosso enredo social.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-3051261863907947204?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/3051261863907947204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=3051261863907947204' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/3051261863907947204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/3051261863907947204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2009/01/as-mulheres-o-cime-e-o-futebol.html' title='As mulheres, o ciúme e o futebol'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-5069065106872895262</id><published>2009-01-05T11:08:00.000-08:00</published><updated>2009-01-06T01:52:20.506-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acordo ortográfico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='língua portuguesa'/><title type='text'>O Brasil não muda</title><content type='html'>O que está ruim sempre pode piorar. O ditado é tão velho quanto sábio. Neste caso, estou me referindo às novas regras da língua portuguesa, o tal Acordo Ortográfico, que entrou em vigor no dia 1º de janeiro deste novo ano. Estabelecido em 1990 para padronizar a escrita em países que falam português (Brasil, Portugal, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor Leste), agora professores, alunos, colégios, universidades e empresas jornalísticas tratam de se adequar ao novo modo de escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que no Brasil as mudanças não cheguem a 1% das palavras utilizadas pelos nativos destes trópicos, não vai ser nada fácil para quem já sabe escrever reaprender os novos caminhos do hífen, por exemplo. Assim, o prefeito &lt;strong&gt;&lt;em&gt;recém-eleito&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; está aliviado porque permanecerá como está, mas as meninas que gostam de usar &lt;strong&gt;&lt;em&gt;minissaia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; serão obrigadas a retirar o antiquado hífen e duplicar o “s”. E tem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caos anual dos aeroportos brasileiros, agora o passageiro não enfrenta apenas atrasos. O acento circunflexo do &lt;strong&gt;&lt;em&gt;voo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; também se perdeu. E não me perguntem de quem foi esta idéia (quero dizer, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;ideia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;) de tirar o acento agudo dos ditongos abertos &lt;strong&gt;&lt;em&gt;éi &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;ói&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; das palavras paroxítonas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou contra mudanças. Elas não me assustam. Mas confesso que não vejo lá muita importância nesta unificação do português. Queremos unificar a escrita de uma língua cuja forma de falar seguirá a mesma em cada um dos países envolvidos. Será que os narradores brasileiros de futebol passarão a chamar a bola de “esférica”, como gritam os locutores de Portugal? Não, eles não farão isso. Por que, então, precisamos escrever como Portugal – e vice-versa – se não vamos falar do mesmo jeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, coisas que deveriam ser modificadas na escrita da nossa língua permanecerão da mesma maneira. O uso da crase é um exemplo disso. Alguém sabe me dizer qual é a utilidade da crase que tanto atormenta estudantes de todos os níveis Brasil afora? E o que dizer dos porquês? Tem o separado com acento, separado sem acento, junto com acento e junto sem acento! Cristo, isso é um preciosismo inexplicável...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja por isso que o Brasil me parece, por vezes, um lugar desanimador. É um país que muda pouco quando deveria mudar tudo, como nas verbas astronômicas dedicadas aos nobres gabinetes políticos de Brasília e arredores ou nos altos impostos cobrados de cada um dos brasileiros anualmente. Impostos, aliás, que não voltam à sociedade em serviços públicos qualificados, é bom que se diga. O Brasil muda onde não precisa. E não muda onde é fundamental. Enfim, o Brasil não muda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** Acesse &lt;a href="http://www.portal3.com.br/"&gt;www.portal3.com.br&lt;/a&gt;, site produzido por alunos de Jornalismo da Unisinos, para ler o Guia Prático sobre as mudanças na língua portuguesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-5069065106872895262?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/5069065106872895262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=5069065106872895262' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/5069065106872895262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/5069065106872895262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2009/01/o-brasil-no-muda.html' title='O Brasil não muda'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-1126879475631263569</id><published>2009-01-01T13:51:00.000-08:00</published><updated>2009-01-05T09:58:22.909-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='leitor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='internet'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>Dona Tita, uma leitora</title><content type='html'>Quem vive da escrita depende, fundamentalmente, de leitores. Não há texto sem leitor. Desde 1991, quando comecei a escrever profissionalmente no jornal NH, em Novo Hamburgo, ainda como estudante de Jornalismo, compreendi a importância do leitor. É ele, e ninguém mais, quem escolhe o que quer ler. É uma opção individual, solitária, mas, ao mesmo tempo, definitiva para quem escreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez que coloco um texto para publicação, fico pensando se os leitores irão gostar do que escrevi ou se compreenderão o que quis, de fato, dizer. Nunca tenho a pretensão de achar que o leitor irá concordar com o que escrevo. Depois de lido, o texto não é mais meu. É de quem lê, que faz o que bem entender com o que escrevi. O leitor forma o seu próprio pensamento sobre a minha opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A internet potencializou a força do leitor, que agora não apenas tem ainda mais autonomia para ler o que quer como o faz do jeito que quiser. Mais que isso. A internet proporcionou uma há até pouco tempo inimaginável aproximação entre leitores e escritores ou jornalistas. Há alguns meses, por exemplo, recebi um e-mail de um artista plástico brasileiro que vive na Itália e que, sei lá como, acabou lendo este blog. Eu nunca conversei com este artista. Nunca tinha ouvido falar dele. E talvez ele também nunca tenha ouvido falar de mim. Este é o mistério da internet. Encontramos temas, coisas e pessoas que antes não conseguiríamos não fosse a magia desta rede mundial de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há poucos dias, ganhei uma nova leitora: dona Tita. Ela mora em Taubaté, interior de São Paulo. Fiquei sabendo que ela tem lido os meus textos. Ainda não se animou a escrever comentários sobre o que lê neste espaço. Talvez esteja preocupada com o seu próprio texto, com algum eventual erro de pontuação ou coisas assim. Não se preocupe com isso, dona Tita. Escreva o seu comentário sempre que achar que deva fazer isso. Dê a sua opinião sobre o que a sra. lê aqui. O que importa, para quem escreve, é que, de alguma forma, o texto gere sensações no leitor. É isso o que vale, dona Tita. Obrigado por acessar o blog.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-1126879475631263569?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/1126879475631263569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=1126879475631263569' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/1126879475631263569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/1126879475631263569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2009/01/dona-tita-uma-leitora.html' title='Dona Tita, uma leitora'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-4736675013380576624</id><published>2008-11-17T11:55:00.001-08:00</published><updated>2009-01-05T08:12:42.582-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='computador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='máquina de escrever'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>Máquina de escrever. Máquina do tempo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Levei um susto ao abrir a página 48 de Zero Hora na sexta-feira passada. Era uma matéria policial. Sempre leio esse noticiário, até porque durante muito tempo fui repórter de Polícia daquele jornal. A minha surpresa, no entanto, não se deu pelo texto ou pelo fato noticiado &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em si. Mas"&gt;em si. Mas&lt;/st1:personname&gt; a foto, com crédito de Daniel Marenco. A foto é de uma máquina de escrever sendo utilizada pelo escrivão de polícia da delegacia de General Câmara. Uma máquina de escrever! Santo Cristo, há quanto tempo eu não via uma máquina de escrever!&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Achei que os novos tempos, chamados de pós-moderno por muitos teóricos ou de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; modernidade líquida por Zygmunt Bauman, tivessem atropelado tudo de roldão. Mas não. O liquidificador da globalização, que mistura hábitos e costumes e desmancha tradições e culturas, parece que se esqueceu da máquina de escrever por algum motivo. Não sei se ainda existem outros exemplares como este da delegacia de General Câmara, mas não devem haver muitos outros por aí. Ainda mais assim, funcionando. O meu espanto se dá, em grande parte, porque nunca usei uma máquina de escrever. Digo, de maneira profissional. Claro, quando era criança, brincava com o equipamento do meu pai.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sabem qual era a utilidade que eu dava para a máquina de escrever Olivetti do meu pai? Deus, lembro como se fosse hoje! Eu escrevia a escalação dos times de futebol da época.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Então, recortava cuidadosamente os nomes e os colava nos meus botões. Sim, pode não parecer, mas eu era um exímio jogador de botão. Nos dias pós-modernos chamam este esporte de “Futebol de Mesa”. Até hoje tenho os meus times de botão, que não são mais exatamente meus, mas do Filipe, que já começa a virar craque.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas eu falava de máquinas de escrever. Na adolescência, talvez, tenha utilizado tal ferramenta para algum trabalho escolar, não lembro. Quando comecei a estudar jornalismo, lá por 1990, na Unisinos, já tinha computador. Um ano depois, entrei para a redação do NH, &lt;/span&gt;&lt;st1:personname style="FONT-FAMILY: arial" st="on" productid="em Novo Hamburgo"&gt;em Novo Hamburgo&lt;/st1:personname&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;/RS, claro. O jornal, que tem sido um pioneiro em muitos aspectos do jornalismo gaúcho, foi também o primeiro a ter a redação informatizada. Ou seja, eu já comecei minha vida profissional com teclado e tela para escrever.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fico imaginando como seria fazer um jornal diário com máquina de escrever. Jornalistas mais antigos que eu dizem que eram bons aqueles tempos em que no final de cada dia as latas de lixo das redações ficavam abarrotadas de papel, tantas eram as vezes que os profissionais erravam o texto e tinham de começar tudo outra vez em uma lauda novinha. Eu não resistiria. Para concluir este artigo, errei, apaguei tudo e comecei de novo umas 50 vezes. Por excesso de gasto com papel, eu não resistiria em nenhuma redação daqueles bons tempos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-4736675013380576624?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/4736675013380576624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=4736675013380576624' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/4736675013380576624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/4736675013380576624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2008/11/levei-um-susto-ao-abrir-pgina-48-de.html' title='Máquina de escrever. Máquina do tempo'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-5204984503162167068</id><published>2008-11-13T03:59:00.000-08:00</published><updated>2009-01-05T09:59:33.431-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='porto alegre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='litoral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='praia'/><title type='text'>Juro que eu me esforço</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SRwYAfIGBFI/AAAAAAAAAHI/5Ln6qhOVltU/s1600-h/pergunta%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268112060751152210" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 224px; CURSOR: hand; HEIGHT: 206px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SRwYAfIGBFI/AAAAAAAAAHI/5Ln6qhOVltU/s320/pergunta%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O verão é uma estação estranha para mim. Não que eu não goste de sol, mar, piscina, bebida gelada, surfe e pernas para o ar. Adoro. Aliás, até já morei na Praia do Rosa. Só que aqui, no extremo sul do país, o verão é uma época pitoresca e, em muitos casos, grotesca até. Estou me referindo ao clima que toma conta das cidades e principalmente das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;Porto Alegre, no verão, é uma capital civilizada, apesar do calor à la Senegal. Diminui o fluxo de carros, as filas são menores, há lugares sobrando nos restaurantes, bares e supermercados, as pessoas andam sem pressa e a chance de ser atropelado em algum corredor de shopping é quase zero. Por isso, a cidade melhora. É até paradoxal perceber que a cidade fica melhor quando grande parte das pessoas não está nela. Adoro Porto Alegre com pouca gente. Como é bom Porto Alegre quase sem habitantes. Sim, porque esses habitantes não estão aqui no verão. Eles vão para o litoral, especialmente. E, assim, transferem o inferno demográfico da capital para as praias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu, que não entro no mar do Rio Grande do Sul há pelo menos duas décadas, sou daqueles poucos que na segunda-feira dizem, quase que com vergonha e constrangimento, que não fui à praia no final de semana. Quando digo isso, sou olhado com desconfiança. É que nesta época do ano, em Porto Alegre, é feio dizer que não fomos à praia no "findi". O chique, o bacana, é chegar na segunda-feira com cara de quem foi pra praia. Rosto avermelhado e corpo estressado com o tumulto, a ventania, a sujeira e os engarrafamentos. Chega a ser grotesco esta modinha provinciana de que temos de ir ao litoral nos finais de semana. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E mais grotesco ainda são as colunas sociais dos jornais gaúchos. Quando eu acho que vou me livrar dessas páginas no verão, pronto, lá estão elas contando onde anda aquela gente toda. Cristo, é de um provincianismo sem precedentes. Morro de rir com as legendas das fotos: “fulana de tal aproveita o sol em Bikíni, Punta del Este”. “Fulano de tal recebe os amigos em sua linda cobertura, em Punta”. “Fulaninha e fulaninho, lindos como sempre, curtem o calor em Atlântida”. Eu sei que tem muita gente que adora as páginas “sociais” dos jornais, até pela curiosidade de ver se alguém que a gente conhece aparece por ali. Compreendo. Mas eu, que entre outras coisas, me preocupo em ser um jornalista crítico do trabalho da mídia, quase não agüento. Eu me esforço, juro. Mas quase não agüento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* Crônica publicada em &lt;a href="http://www.gramadosite.com/"&gt;http://www.gramadosite.com/&lt;/a&gt; em 21/11/2007.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-5204984503162167068?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/5204984503162167068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=5204984503162167068' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/5204984503162167068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/5204984503162167068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2008/11/juro-que-eu-me-esforo.html' title='Juro que eu me esforço'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SRwYAfIGBFI/AAAAAAAAAHI/5Ln6qhOVltU/s72-c/pergunta%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-2584659079006429090</id><published>2008-10-09T12:01:00.000-07:00</published><updated>2009-01-05T10:00:27.157-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia compreensiva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Michel Maffesoli'/><title type='text'>A década mais importante de nosso tempo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SO5d8V2L9JI/AAAAAAAAAFA/OeMdWYIXubw/s1600-h/Copy_of_Andy_Warhol_repetido_comprimido.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255241106425902226" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 283px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 211px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SO5d8V2L9JI/AAAAAAAAAFA/OeMdWYIXubw/s320/Copy_of_Andy_Warhol_repetido_comprimido.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Michel Maffesoli, que abrirá o seminário &lt;i&gt;1968: Revoltas e Pós-modernidade&lt;/i&gt;, no próximo dia 14, na Unisinos, é um sociólogo atento. Não que outros sociólogos de renome mundial não o sejam, como Edgar Morin, de quem também sou um leitor compulsivo, e outros tantos que poderia citar aqui. Mas o que me atrai em Maffesoli é que ele percorre um caminho, digamos, marginal à visão economicista do dado social.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que o professor de Sociologia da Sorbonne, Paris V não se importe com isso. No entanto, não trata das questões econômicas da sociedade como se fossem determinantes e únicas. Teórico da Comunicação, ele parte de uma espécie de cesura entre a sociologia positivista, para a qual cada coisa é apenas um sintoma de uma outra coisa, e a Sociologia Compreensiva, “que descreve o vivido naquilo que é, contentando-se, assim, em discernir as visadas dos diferentes atores envolvidos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, o que este autor propõe é que a Sociologia Compreensiva seja o que ele costuma chamar de a “sociologia do lado de dentro”. “O pensador”, afirma Maffesoli, “não se deve abstrair; é que ele faz parte daquilo que descreve e, situado no plano interno, é capaz de manifestar uma certa visão de dentro, uma in-tuição”. Na Sociologia Compreensiva, Maffesoli utiliza o formismo como metodologia, ou seja, a prática também utilizada por G. Simmel que estuda as formas da vida social. Maffesoli defende este recurso metodológico especialmente quando se pretende dar conta da força de estruturação da imagem de uma socialidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;i&gt;O conhecimento comum: Compêndio da sociologia compreensiva&lt;/i&gt;, ele pergunta o que é pertinente a um sociólogo se não “saber dar conta da riqueza do dado social, em perpétua ebulição”. Em vez de reduzir a questão ao que chama de “menor denominador comum”, Maffesoli prefere “compreender, em sentido estrito, estes entrecruzamentos de paixões e razões, de sentimentos e cálculos, de devaneios e ações que se chama sociedade”. Trata-se, portanto, de uma metodologia baseada na vida cotidiana, buscar apresentar as formas sociais como elas são. E para isso, é bom que se diga, não há um modelo pré-definido.&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="MARGIN: 6pt 0cm; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Cada forma tem a sua especificidade. Como o próprio nome desta teoria nos indica, a sociologia compreensiva está mais interessada em compreender do que explicar. Compreender o social é mostrá-lo como ele se apresenta e não como gostaríamos que fosse. É o fluxo natural de um rio que, uma vez desviado, transformará também sua forma. Por isso, a sociologia compreensiva, a partir do conhecimento comum, evita desviar os leitos dos rios, não estabelece um &lt;i&gt;dever-ser&lt;/i&gt; ao objeto social justamente para não mudar seu curso. Ao refletir sobre o papel da comunicação nas sociedades atuais, onde “tudo é permeável”, o autor encontra no termo tribalismo uma forma de compreender essas sociedades. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="MARGIN: 6pt 0cm; TEXT-INDENT: 35.45pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Com Michel Maffesoli na Unisinos, talvez possamos compreender um pouco melhor a ebulição mundial de 1968, proposta por tribos que tentaram colocar na agenda mundial da época uma pauta que incluísse a paz, o amor e a liberdade. O anseio daquelas tribos não se confirmou na prática, como se viu. O mundo, sabemos, sempre entendeu muito pouco sobre paz, amor e liberdade. No entanto, o planeta nunca mais foi o mesmo depois de 68. Por certo, Maffesoli não tem todas as respostas. Mas poderá desvendar alguns dos mistérios da década mais importante de nosso tempo.&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt; &lt;/p&gt;&lt;hr align="left" width="33%"  style="font-size:78;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt; &lt;div id="ftn1"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,128,0)"&gt;Foto: moutinho.planetaclix.pt/&lt;wbr&gt;Copy_of_Andy_Warhol_r...&lt;/span&gt; &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;Indicação de leitura: MAFFESOLI, Michel. &lt;b&gt;O conhecimento comum: Compêndio da sociologia compreensiva&lt;/b&gt;. São Paulo: Brasiliense, 1985.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-2584659079006429090?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/2584659079006429090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=2584659079006429090' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/2584659079006429090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/2584659079006429090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2008/10/maffesoli-e-grande-dcada-de-nosso-tempo.html' title='A década mais importante de nosso tempo'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SO5d8V2L9JI/AAAAAAAAAFA/OeMdWYIXubw/s72-c/Copy_of_Andy_Warhol_repetido_comprimido.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-4841087965881777633</id><published>2008-08-27T07:21:00.000-07:00</published><updated>2009-01-05T10:00:54.590-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diploma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>Eles nunca serão jornalistas</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239202877912234274" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SLVjQkwpuSI/AAAAAAAAAEw/lcrJgkQkxNA/s320/capa2608%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;A discussão sobre a obrigatoriedade do diploma para a prática do bom jornalismo é patética. Por muitas razões. Primeiro, porque começa onde quase tudo começa neste mundo estranho em que vivemos: no dinheiro. Empresas de comunicação querem se livrar de uma categoria organizada e cujas regras estão regulamentadas. Isso vai facilitar muito a tarefa de jornais, revistas e emissoras de TV, especialmente estes veículos tradicionais, na hora de definir a remuneração da turma da redação. Não tenho nenhuma dúvida de que irão oferecer salários piores do que os atuais. Se com diploma a grana é curta, sem ele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a questão do dinheiro, ainda que importante, não chega a ser a principal. Pelo menos para mim. É inevitável que um jornalista não formado, em sua grande maioria, irá oferecer um trabalho precário ao leitor, ao telespectador. Por uma razão muito simples: quem não tem diploma, quem não passou pela formação intelectual que todos os profissionais recebem quando cursam – e concluem – um curso universitário, não tem condições de compreender o mundo a partir da ótica do jornalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os defensores da desregulamentação da profissão, os defensores do fim do diploma são, em primeiro lugar, defensores da preguiça e da malandragem. Não tiveram a fibra nem a garra do estudante de Jornalismo para chegar lá. Eles querem o atalho, querem o caminho mais curto, querem a vida mansa dos que furam a fila para levar vantagem sobre os demais. Querem chegar primeiro, mesmo tendo partido muito depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pensem que os que são contra o diploma querem fazer matérias investigativas, querem denunciar as agruras do mundo ou expor sua vida de facilidades sob qualquer risco. Não pensem que eles sonham em ser pesquisadores da área da Comunicação ou queiram participar de discussões, debates, congressos que contribuam para o crescimento da pesquisa em Comunicação. Que nada. Eles querem apenas escrever ou emitir suas nobres opiniões na grande imprensa. Desde que tudo seja feito em uma sala equipada com poltronas de couro e ar-condicionado com controle remoto. Pra não cansar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo com o jornalista formado David Coimbra, de Zero Hora, parceiro de muito trabalho e boas festas, quando diz que não quer ler matérias no jornal escrita por leitores. Eu também não quero! Não quero ouvir ouvintes na rádio dizendo o que está acontecendo na BR-116. Eu não quero assistir a um telejornal que coloca o telespectador para fazer notícia. Eu quero ser informado por quem é do ramo, por jornalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu adoraria ver um desses falsos jornalistas cobrindo – &lt;em&gt;in loco&lt;/em&gt;, e não do quarto do hotel – o conflito entre a Rússia e a Geórgia, por exemplo. Adoraria ver um deles em meio a uma batalha campal entre a Brigada Militar e integrantes do MST, como tantas vezes os jornalistas formados já fizeram e, por isso, se arriscaram para levar a melhor informação à sociedade. Adoraria ver os defensores da desregulamentação da profissão de jornalista subir o Complexo do Alemão, no Rio, para entrevistar traficantes ou se enfiar selva adentro para uma conversa amistosa com integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses meus desejos, no entanto, não passam de devaneios. Jamais verei um furador de fila fazendo o velho e bom jornalismo, o jornalismo de verdade. Sim, porque jornalismo de verdade só pode ser feito por jornalista de verdade. O resto é história mal contada por quem não aprendeu a ser – e nunca será – um jornalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Foto de Marcelo Collar, estudante da Unisinos, que se prepara para ser, de fato, um jornalista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-4841087965881777633?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/4841087965881777633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=4841087965881777633' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/4841087965881777633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/4841087965881777633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2008/08/eles-nunca-sero-jornalistas.html' title='Eles nunca serão jornalistas'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SLVjQkwpuSI/AAAAAAAAAEw/lcrJgkQkxNA/s72-c/capa2608%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-3962890064257214665</id><published>2008-07-21T12:53:00.000-07:00</published><updated>2009-01-05T10:01:39.754-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Baudrillard'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alberto Korda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Che Guevara'/><title type='text'>Che Guevara: imagem em movimento</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SITpu2S7rhI/AAAAAAAAAEI/fXwLiuahKQ8/s1600-h/Che+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225558458714795538" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SITpu2S7rhI/AAAAAAAAAEI/fXwLiuahKQ8/s320/Che+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Parece não haver dúvida de que o mito de Che Guevara tem se mantido presente 40 anos depois de sua morte em grande medida pela existência de uma imagem. A foto foi registrada no dia 5 de março de 1960 por Alberto Korda, que era o repórter fotográfico oficial da Revolução Cubana, em um ato em homenagem às vítimas de uma sabotagem ao barco francês La Cumbre, dinamitado no porto de Havana. A foto de Korda é apontada como a imagem mais famosa do mundo, segundo Marylan Institute, de Washington. O destino do retrato de Che encontra repouso nas palavras de Roland Barthes em suas teorias sobre fotografia. Para o pensador, “o que a fotografia reproduz ao infinito só ocorre uma vez: ela repete mecanicamente o que nunca mais poderá repetir-se existencialmente”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;. Para Barthes, o fotografado não é apenas um alvo do fotógrafo.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Aquela ou aquele que é fotografado é o referente, espécie de pequeno simulacro, de eídolon emitido pelo objeto, que de bom grado eu chamaria de Spectrum da fotografia, porque esta palavra mantém, através de sua raiz, uma relação com o ‘espetáculo’ e a ele acrescenta essa coisa um pouco terrível que há em toda fotografia: o retorno do morto&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O retrato “é um campo cerrado de forças”, acredita Barthes. Segundo o pensador, é no que chama de foto-retrato que “quatro imaginários aí se cruzam, aí se afrontam, aí se deformam”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da objetiva, sou ao mesmo tempo: aquele que eu me julgo, aquele que eu gostaria que me julgassem, aquele que o fotógrafo me julga e aquele de que ele se seve para exibir sua arte. Em outras palavras, ato curioso: não paro de me imitar, e é por isso que, cada vez que me faço (que me deixo) fotografar, sou infalivelmente tocado por uma sensação de inautenticidade, às vezes de impostura (como certos pesadelos podem proporcionar). Imaginariamente, a fotografia (aquela de que tenho a intenção) representa este momento muito sutil em que, para dizer a verdade, não sou nem um sujeito nem um objeto, mas antes sou um sujeito que se sente tornar-se um objeto: vivo então uma microexperiência da morte (de parêntese): torno-me verdadeiramente espectro&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jean Baudrillard vai além e afirma que a fotografia é o nosso exorcismo. “A sociedade primitiva tinhas suas máscaras, a sociedade burguesa, seus espelhos, nós temos nossas imagens”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;. Para ele, a imagem fotográfica é dramática e, por ser dramática, é exaltada até mesmo pelo cinema. “O próprio cinema cultiva o mito da câmera lenta e do congelamento como o ponto mais alto da dramaticidade”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn6" name="_ftnref6"&gt;[6]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é este grau dramático da imagem fotográfica que provoca reações, sensações e expressões no receptor, que constrói sentidos, ou seja, o imaginário. Silva afirma que o imaginário é uma língua&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn7" name="_ftnref7"&gt;[7]&lt;/a&gt;, que nós nos comunicamos por meio de nossos imaginários. Nas palavras do autor, o imaginário é uma narrativa mítica da era da imagem&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn8" name="_ftnref8"&gt;[8]&lt;/a&gt;. A imagem de Che é a sua própria língua, que mesmo silenciosa, se comunica e contagia gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a imagem fotográfica tem a capacidade de se comunicar e contagiar as sociedades, o cinema potencializa este fenômeno, especialmente porque o cinema é o ancoradouro do mito da História. Em Simulacros e Simulação, Baudrillard tece uma relação entre mito, cinema e imaginário. Para ele, a História é o nosso mito, nosso referencial que já não existe mais. Com o fim da História, segundo Baudrillard, foi o cinema que a abrigou e passou a produzir o conteúdo imaginário do mito. No caso de Che Guevara, um dos personagens mais instigantes do Século XX, o cinema tem, de tempos em tempos, se ocupado do mito guevarista e daquele período histórico. Este artigo busca estabelecer um diálogo entre o pensamento de Baudrillard sobre cinema e Diários de Motocicleta, filme de Walter Salles. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;* Foto de Juan Domingues&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; BARTHES, Roland. A câmara clara. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984, p. 13.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Ibidem, 1984, p. 20.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; Ibidem, 1984, p. 27.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; Ibidem, 1984, p. 28.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; BAUDRILLARD, Jean. A arte da desaparição. Rio de Janeiro: UFRJ, 1997, p. 30.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref6" name="_ftn6"&gt;[6]&lt;/a&gt; Ibidem, 1997, p. 33.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref7" name="_ftn7"&gt;[7]&lt;/a&gt; SILVA, Juremir M. As tecnologias do imaginário. Porto Alegre: Sulina, 2003, p. 7.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref8" name="_ftn8"&gt;[8]&lt;/a&gt; Ibidem, 2003, p. 7.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-3962890064257214665?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/3962890064257214665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=3962890064257214665' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/3962890064257214665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/3962890064257214665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2008/07/che-guevara-imagem-em-movimento.html' title='Che Guevara: imagem em movimento'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SITpu2S7rhI/AAAAAAAAAEI/fXwLiuahKQ8/s72-c/Che+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-841733461710607733</id><published>2008-03-07T06:16:00.000-08:00</published><updated>2008-03-07T06:23:05.033-08:00</updated><title type='text'>O sonho de Chávez</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/R9FOeVsQpUI/AAAAAAAAACY/zrGZswsY8rk/s1600-h/Yog[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175003729951237442" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/R9FOeVsQpUI/AAAAAAAAACY/zrGZswsY8rk/s320/Yog%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Hugo Chávez é um sonhador. Mas não um sonhador comum. O presidente da Venezuela é um sonhador hipócrita, que se mantém no poder na base do pão e circo, uma antiga tática de oferecer comida e encenações e malabarismos políticos fictícios em troca de apoio. O maior dos sonhos de Chávez, que não passa de um falastrão egocêntrico, é ser Fidel Castro. Talvez mais que isso. É possível que o militar venezuelano queira ser Che Guevara. Ou Simon Bolívar, o libertador da América do Sul. Pobre Chávez. Para isso, presidente, o sr. teria que nascer um milhão de vezes mais. E entrar numa fila de homens que tiveram de conviver com seus defeitos, que certamente cometeram erros históricos e fantásticas façanhas na briga por uma sociedade melhor – do ponto de vista de seus idealizadores –, mas que sempre tiveram de sobra, presidente, o que lhe falta em excesso: conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quase um consenso entre a elite que Che Guevara foi um homem sanguinário, que não teve dó nem piedade de executar seus inimigos e desafetos na hora H. Era um louco, ouço. No julgamento a Fidel, acrescentam o rótulo de ditador, de homem que não concede ao povo cubano a liberdade de viajar para onde quiser, como se temesse que a ilha inteira se esvaziasse em poucas horas, com a população toda partindo para Miami. São opiniões e, mesmo que na maioria dos casos não sejam acompanhadas de qualquer conteúdo ou informação séria, devem ser respeitadas. Nem Che Guevara era um sanguinário nem Fidel Castro foi, simplesmente, um ditador. Podemos aprofundar o assunto, mas isso é para outra hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu foco, agora, é o homem da Venezuela. Parece claro que o sonho de Chávez é se transformar no grande mito latino-americano. Também me parece óbvio, no entanto, é que jamais o será. Não tem estatura intelectual para isso. Chávez não alcançará, sequer, o título de ídolo de uma geração sul-americana. Não, presidente, o sr. não chegará lá. Por uma razão muito simples: o sr. jamais será ídolo, símbolo, referência, ícone ou mito de geração alguma porque não se chega a este nível buscando permanentemente atingir tal objetivo. Mitos se constroem ao longo dos anos de uma forma natural, quase sem querer. Quem chega ao status de mito morre sem desconfiar que será alçado à ordem da mitologia depois de bater as botas. Sabemos que os mitos se estabelecem depois da morte. É a morte que dá vida ao mito. E Hugo Chávez, pobre Hugo Chávez, nem isso ele sabe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-841733461710607733?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/841733461710607733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=841733461710607733' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/841733461710607733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/841733461710607733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2008/03/o-sonho-de-chvez.html' title='O sonho de Chávez'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/R9FOeVsQpUI/AAAAAAAAACY/zrGZswsY8rk/s72-c/Yog%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-3690769917164334082</id><published>2008-02-13T05:23:00.000-08:00</published><updated>2008-02-14T04:02:07.949-08:00</updated><title type='text'>Jamaica: mil anos de cultura</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/R7QtSBt8IRI/AAAAAAAAACQ/JMc2HxogQvw/s1600-h/Roger%20012[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166804460222816530" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/R7QtSBt8IRI/AAAAAAAAACQ/JMc2HxogQvw/s320/Roger%2520012%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A convite da Revista Mundo Jovem, da PUCRS (&lt;a href="http://www.mundojovem@pucrs.br/"&gt;http://www.mundojovem@pucrs.br/&lt;/a&gt;) que aborda, entre outras questões, comportamento, Educação, História e Geografia, escrevi um artigo sobre a Jamaica. Como o texto já foi publicado na edição de fevereiro, reproduzo neste blog o artigo sobre o país de Robert Nesta Marley.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde o final da década de 70, ouvir a palavra Jamaica é quase um sinônimo de Bob Marley, de reagge e de rastafari. No entanto, música e religião são apenas alguns dos ingredientes que compõem a rica - mas também sofrida - história da pequena ilha do Mar do Caribe, povoada lá pelo ano 1000. Como praticamente todas as regiões da América Latina, a Jamaica, cujo nome original é Xamayca, que para os nativos significa “terra de madeira e água”, foi alvo de disputas imperialistas, especialmente entre a Espanha (Cristóvão Colombo teria sido o descobridor da ilha em 1494) e a Inglaterra, que a teria conquistado o lugar em 1670. Mas o que os colonizadores queriam, afinal, em uma ilha de dimensões tão pequenas – a Jamaica tem apenas 270 quilômetros de extensão e cerca de 80 quilômetros de largura? Sabemos que o que movia as nações imperialistas – e que até hoje as move – era a exploração das riquezas das terras descobertas. Com a Jamaica não foi diferente. Para se ter uma idéia, durante os dois séculos em que a ilha esteve sob o controle inglês, a Jamaica se tornou o principal exportador de açúcar do planeta. Tudo, é óbvio, a partir do trabalho escravo do povo local.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O processo de independência da Jamaica se deu de forma lenta, mas sempre baseada em sucessivas revoltas dos ilhéus. Segundo os livros de História e Geografia que contam a trajetória do lugar, no começo do século XIX, a população negra chegou a ser 20 vezes superior à de brancos. Ciente de sua força numérica em relação aos imperialistas, os nativos passaram a protagonizar conflitos cada vez mais freqüentes até a abolição da escravatura em 1838. Foi o pontapé inicial para a emancipação, embora apenas pouco mais de um século depois, em 1958, a ilha se tornou província de uma nação independente e, quatro anos mais tarde, finalmente obteve sua total soberania.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os anos de liberdade não significaram, no entanto, estabilidade econômica. Ao contrário, com o fim da grande produção açucareira e a queda vertiginosa do turismo, na década de 70, a Jamaica livre, de praias lindas e povo sorridente vivia sob índices altíssimos de pobreza, analfabetismo e, claro, violência. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas nem as dificuldades socioeconômicas foram capazes de anular as pecuiliaridades da cultura local que, pode-se dizer, é um riquíssimo &lt;em&gt;patchwork&lt;/em&gt; etnico e religioso. Compõem a população os negros, os brancos latinos e ingleses. O idioma oficial é o inglês, mas há dezenas de dialetos dessa língua. Na religião, mesclam-se hindus, anglicanos (a maioria) e as tradições nativas que vão do cristianismo aos ritos africanos, como o vodoo. A grande força cultural do país, no entanto, repousa na mistura da religião com a música: o rastafari e o reggae. A religião rastafari (minoria) está baseada na idéia de combater a espiritualidade imposta pela religião européia, ou seja, dos colonizadores. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com este mosaico de etnias e uma grande diversidade religiosa local, a música passou a ter grande importância na reafirmação da identidade do povo jamaicano. Com o reggae de Robert Nesta Marley, mais conhecido como Bob Marley, se estabeleceu o canal de disseminação não apenas da tradição jamaicana, mas também serviu de voz firme para a crítica ao imperialismo e ao chamamento à união dos povos da África.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bob Marley morreu nos anos 80 sem ver o seu sonho realizado. A África continua sendo um continente problemático e sua Jamaica vive do turismo e de seu legado musical, mas sem grandes conquistas nas esferas da saúde e da educação. Em suas letras, Marley destaca o sofrimento do povo escravo, a pobreza, a ganância das nações ricas, o amor, a solidariedade, prega a não violência e, claro, exalta a religião rastafari. A música cadenciada de Marley pode ser uma porta de entrada para conhecer um pouco mais sobre a história do país. Mesmo que o sonho de ver uma África unida e uma Jamaica em melhores condições de vida não tenha se realizado como pretendia, é razoável afirmar que ao menos o reggae de Marley conseguiu chamar a atenção do mundo para questões que ele julgava importantes. Mais que isso: o reagge tem contribuído para mostrar a cultura jamaicana ao resto do mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;* A foto de Negril, na Jamaica, foi tirada por Roger Bundt em 30 de janeiro de 2008 e gentilmente cedida para este blog.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-3690769917164334082?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/3690769917164334082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=3690769917164334082' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/3690769917164334082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/3690769917164334082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2008/02/jamaica-mil-anos-de-cultura.html' title='Jamaica: mil anos de cultura'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/R7QtSBt8IRI/AAAAAAAAACQ/JMc2HxogQvw/s72-c/Roger%2520012%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-4683085416957349927</id><published>2008-01-04T04:24:00.000-08:00</published><updated>2008-01-04T06:02:36.511-08:00</updated><title type='text'>O mundo tecnológico não tem todas as respostas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/R34supqQnlI/AAAAAAAAABk/pFmABR-obvE/s1600-h/menonthebeam.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151604203727134290" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/R34supqQnlI/AAAAAAAAABk/pFmABR-obvE/s320/menonthebeam.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre tantos estudos, o filósofo alemão Martin Heidegger, um dos principais pensadores do século XX, se ocupou em decifrar o conhecimento humano a partir do que chamava de “mundo da vida”, ou seja, o conhecimento a partir da vivência, do vivido. Em um de seus grandes trabalhos publicados, Ser e Tempo, Heidegger trata da fenomenologia, uma teoria de Husserl, de quem Heidegger foi discípulo, e que, de forma resumida, dá origem ao Historicismo, uma corrente filosófica que serviu de contraponto ao positivismo, cuja única forma de se chegar à verdade seria por meio de comprovações científicas. O ponto de partida da fenomenologia é o mundo, que nos determina, é a reflexão e não o imediatismo nem a teoria e o método.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trilhando este caminho, Heidegger busca compreender como se estrutura o mundo para nós, que aqui estamos. Para o filósofo alemão, “nós somos no mundo”. Esta afirmação encontra repouso no fato de que o mundo em que vivemos está sempre estruturado quando a ele chegamos. O mundo que nos recebe está pronto. Por isso, “somos temporalmente”, afirma o professor Francisco Rüdiger, autor de Martin Heidegger e a questão da técnica (Sulina, 2006), obra que serve de base para a construção deste comentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um fragmento do manuscrito de Der Anklang, que integra o preâmbulo do livro de Rüdiger&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;, o autor lembra: "Diz-se que a técnica é neutra - o homem é que a converte em uma bênção ou uma maldição. Porém, o que é o homem? O que é a técnica?" Em resumo, o filósofo busca estabelecer a relação entre homem e técnica. Esta era a grande preocupação de Heidegger: o ser e seu destino no Ocidente. “Para ele, tudo se resume ao ser: Somente o homem, entre todos os entes, experimenta, chamado pela voz do ser, a maravilha de todas as maravilhas: é o ente que é”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma idéia básica de Heidegger sobre o homem encontra-se logo no começo do livro de Rüdiger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] em sua visão (de Heidegger), somos entes para os quais está interditado o próprio conhecimento e, por isso, somos algo que pouco tem a ver com o que se esgota na tecnologia maquinística. Nenhum de nós pode saber o que é o homem: é ele uma transição, um sentido uma tempestade que varre nosso planeta, um retorno ou um enfado para o deuses?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao pensar o destino do ser, Heidegger percebe que algo mais está ligado aos entes e passa, então, a se preocupar também com a técnica e, assim, a relacionar homem e técnica. Do século XVII, época em que se origina o pensamento tecnológico a partir do surgimento das máquinas, até o século XX, acredita-se que a técnica é o meio para criar um mundo mais humano. Heidegger, porém, não pensa sobre a técnica de forma tão rasa. Para ele, pensar a técnica é refletir sobre ela para compreender como a técnica constitui o mundo e o futuro do homem. Afirma Rüdiger:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heidegger tende a ser visto por muitos interessados na matéria como um filósofo da técnica, mas isso só à primeira vista é verdadeiro: na realidade, o filósofo tentou ser um pensador do problema ou questão da técnica. [...] O problema da técnica é, para ele, o que ela coloca ao futuro do ser humano, para além da forma e do sentido como esse ser foi definido no Ocidente&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A técnica, para o pensador, “é uma forma de pensar através da qual o ser se revela ao homem, via a fabricação de imagens, utensílios e situações”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;. De acordo com Rüdiger, “a essência da técnica não é técnica, não é o cálculo desses elementos, juízo que vale para sua origem tanto quanto para a época moderna e, agora, para a sua atual etapa de acabamento”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;. Acrescenta o autor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A técnica é uma forma de pensar que se articula com os gregos e tem sua essência originária no ser humano, mas por isso mesmo sua essência muda de acordo com o modo como esse ser nos interpela historicamente. Na origem, a forma de saber que é a técnica era uma extensão da phisis: a phisis era a essência da técnica. Ainda quando desse entendimento se desligou, não foi de imediato que a técnica passou a ser vista como cálculo entre meios e fins ou princípio de reconstrução da existência. Quem ou o que impõe ou decide esse cálculo e seus projetos futuristas, portanto, é que é a questão essencial da técnica, é que responde à pergunta sobre qual é a essência ou o sentido da técnica moderna. Originariamente, a técnica era uma projeção da phisis [...] portanto, muito mais um modo de ser do que de pensar, o que ainda é, a partir do momento em que passa a depender do que o filósofo chama de o matemático. Quando o matemático se impõe, à natureza ou alguma outra figura, a técnica, por essa via, assume o sentido de cálculo&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn6" name="_ftnref6"&gt;[6]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por matemático entende-se um sistema, uma relação nossa com o mundo. Nietzsche falava da “vontade de matematizar”, ou seja, vontade de poder. Trata-se de um princípio de identidade do mundo, é um princípio metafísico. É importante salientar que a técnica não é metafísica. Mas o modo como ela é empregada é metafísico. “Há sempre o elemento metafísico junto com a técnica”, lembra Rüdiger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preocupação de Heidegger com o futuro do homem encontra eco na própria evolução do pensamento tecnológico iniciado no século XVII. A expansão do capitalismo está ligada a este tipo de pensamento. Nas palavras de Rüdiger, “o capitalismo tem como fantasia o poder econômico que, por sua vez, tem como fantasia o valor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento tecnológico, no entanto, vai além. O que faz a diferença é a máquina, ou seja, o mundo sem o humano. Este mundo maquinístico é o próprio mundo pós-humano. Trata-se de um mundo novo, sem o homem. É o mundo do super-homem, como apontaria Nietzsche. Em outras palavras, é o mundo sem gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] o primeiro ponto a considerar é o esquecimento do ser em meio a um mundo que se torna cada vez mais tecnológico. A filosofia grega despertou-nos para a questão do ser há cerca de vinte e seis séculos. Encontramos-nos agora, porém, na época da superação ou do acabamento da metafísica: uma era que coincide embora não seja a mesma, com a época da ascensão do pensamento tecnológico, a era do imperialismo técnico planetário&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn7" name="_ftnref7"&gt;[7]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na perspectiva de Heidegger, esse esquecimento do ser e, por conseqüência, o surgimento de um mundo diferente, é caracterizado pelo princípio denominado pelo pensador de armação. A armação é o princípio que cria o nosso mundo. É o nome dado por Heidegger para definir um mundo que não lida mais com o humano e a natureza como elementos principais, mas, sim, a máquina e o artifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A armação é a época do princípio tecnológico, que é ser máquina, o pós-humano. Em resumo, armação é o nome que Heidegger da ao sentido da técnica moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essência da armação é o ser mesmo do ente: não em geral e não desde sempre, mas apenas agora que o esquecimento do ser chegou a seu acabamento. O acontecimento que é esse acabamento do esquecimento do ser determina de maneira suprema a época acima, na medida em que agora o ser existe essencialmente sob a forma da armação&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn8" name="_ftnref8"&gt;[8]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste ponto que Heidegger alerta para alguns riscos a que o homem está exposto. Com o avanço ininterrupto da era da máquina, o filósofo passou a perceber a possibilidade “de ocorrer uma catástrofe radical contra não apenas esse ser, mas o próprio ente humano, visto se abrir com ela o projeto de fabricação artificial de todo o ser humano”, afirma Rüdiger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O temor de Heidegger encontra repouso no fato de que se a era da armação alcança o mundo como um todo, alcança também a linguagem. E a linguagem, sabemos, é a estrutura principal da construção do mundo. Sem linguagem, sem palavra, não existe mundo. Pelo menos não o mundo tal qual conhecemos e vivemos. Portanto, se o mundo da armação já percorre o trajeto da metafísica, ou seja, da linguagem, é porque o mundo técnico começa a criar a linguagem artificial: digital. Seguindo as pistas deixadas por Heidegger, que afirma ser o mundo da armação “o perigo dos perigos”, o filósofo acredita que a linguagem artificial irá superar a metafísica e, conseqüentemente, o humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que devam existir sempre novas tecnologias e novas artificialidades, igualmente haverá de ter, por trás dessas novas criações, o humano, alguém com capacidade criadora. E o mundo haverá de ser sempre o mesmo, com alguns a criar – e a obter poder e força – para a maioria a reproduzir o que é criado. Mas o temor de Heidegger parece ter sentido e pode ir além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O planeta tem sido modificado de tempos em tempos por catástrofes naturais. Isso pode ocorrer daqui a poucos milhões de anos e levar à extinção pura e simples do planeta, a menos que sejam criadas novas tecnologias capazes de evitar que a Terra seja atingida por fenômenos deste tipo. De outra parte, a própria tecnologia pode destruir o ente, como bombas nucleares, por exemplo. Artefatos deste tipo causariam uma destruição física do ente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, talvez o grande perigo a que Heidegger se refere é o da força do mundo da armação, que, além de atingir a linguagem e substituí-la por uma linguagem artificial, poderá conduzir o humano a uma catástrofe existencial ou metafísica. Isso ocorrendo, poderia levar à modificação da identidade humana como a reconhecemos hoje em outra, pós-humana. Na conclusão do curso sobre a questão da técnica em Heidegger, Francisco Rüdiger afirma que “a concepção puramente técnica do mundo é uma fantasia utópica, porque convertido em máquina – por hipótese – o mundo não seria mais humano, teríamos dado o salto para o pós-humano”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn9" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn9" name="_ftnref9"&gt;[9]&lt;/a&gt;. No entanto, o autor deixa no ar um alerta de que mundo tecnológico e a ciência não podem nos dar todas as respostas. Há áreas de sombras sob as quais não temos qualquer controle e continuaremos não tendo “enquanto formos humanos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; RÜDIGER, Francisco. Heidegger e a questão da técnica: Prospectos acerca do futuro do Homem. Porto Alegre: Sulina, 2006.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Ibidem, 2006, p. 17.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; Ibidem, 2006, p. 25.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; Ibidem, 2006, p. 97.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; Ibidem, 2006, p. 98.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref6" name="_ftn6"&gt;[6]&lt;/a&gt; Ibidem, 2006, p. 98.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref7" name="_ftn7"&gt;[7]&lt;/a&gt; Ibidem, 2006, p. 35.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref8" name="_ftn8"&gt;[8]&lt;/a&gt; Ibidem, 2006, p. 50.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn9" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref9" name="_ftn9"&gt;[9]&lt;/a&gt; Ibidem, 2006, p. 236.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-4683085416957349927?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/4683085416957349927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=4683085416957349927' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/4683085416957349927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/4683085416957349927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2008/01/o-mundo-tecnolgico-e-cincia-no-tm-todas.html' title='O mundo tecnológico não tem todas as respostas'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/R34supqQnlI/AAAAAAAAABk/pFmABR-obvE/s72-c/menonthebeam.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-4951211090354850059</id><published>2007-12-18T17:43:00.000-08:00</published><updated>2007-12-18T18:02:11.063-08:00</updated><title type='text'>O ofício de decifrar</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/R2h7k5qQnkI/AAAAAAAAABc/xQiO5s7brFs/s1600-h/group4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145498448154369602" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/R2h7k5qQnkI/AAAAAAAAABc/xQiO5s7brFs/s320/group4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Das idéias que permeiam o pensamento de Jesús Martín-Barbero em relação à comunicação, uma, em especial, me chama a atenção: a de que as novas tecnologias não apenas servem para provocar mudanças no cenário comunicacional ou modificar o comportamento das pessoas, pura e simplesmente, mas influenciam o consumo cultural. Ao contrário da razão hegemônica vigente, de que a tecnologia tem o poder de mediar as relações entre as pessoas e o mundo, o autor sentencia que “o que a tecnologia medeia hoje mais intensa e aceleradamente é a transformação da sociedade em mercado, e deste em principal agenciador da mundialização”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para desbravar o caminho, é preciso virar a lente, observar a mídia e sua tecnologia que hoje impulsionam os processos de comunicação a partir de um ponto de vista mais amplo, especialmente a partir da intensificação do processo de globalização e os movimentos transnacionais que, segundo o autor, “ultrapassarão os alcances teóricos da teoria do imperialismo, obrigando-nos a pensar uma trama nova de territórios e de atores, de contradições e conflitos”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para muitos autores, a própria noção de globalização, entre eles George Yúdice, tem como fenômeno principal o consumo. “A ênfase maior no contexto global das práticas culturais nos anos 1980 e 1990 é o resultado dos efeitos da liberalização do comércio, do maior alcance global das comunicações e do consumismo”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta arquitetura, Ortiz trilha caminho semelhante ao de Yúdice e vai além. Para ele, essa espécie de eliminação de territórios demarcados, denominado por muitos como “desterritorialização” tem como fulcro o mercado consumidor, no qual são “forjadas referências culturais mundializadas”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;. Comenta Ortiz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os personagens, imagens, situações, veiculadas pela publicidade, histórias em quadrinhos, televisão, cinema constituem-se em substratos desta memória. Nela se inscrevem as lembranças de todos. As estrelas de cinema Greta Garbo, Marlyn Monroe ou Brigitte Bardot, cultuadas nas cinematecas, pôsters e anúncios, fazem parte de um imaginário coletivo mundial. Neste sentido, pode-se falar de uma memória cibernética, banco de dados das lembranças desterritorializadas dos homens. Marcas de cigarro, carros velozes, cantores de rock, produtos de supermercado, cenas do passado ou de sience-fiction são elementos heteróclitos, estocados para serem utilizados a qualquer momento. A memória internacional-popular contém traços da modernidade-mundo, ela é o seu receptáculo. Esses objetos-souvenirs são carregados de significados e, ao se atualizarem, povoam e tornam o mundo inteligível. Daí, ao contemplá-los, esta sensação de familiaridade que nos invade&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste cenário, Barbero procura estabelecer, do ponto de vista da comunicação, o que ele chama de “novo mapa”. Sob este prisma, o autor defende que uma outra geografia da comunicação possa dar conta da relevância das mídias nas relações de produção, consumo e poder. Para isso, Barbero define como eixos deste mapa as matrizes culturais, os formatos industriais e as lógicas de produção e de recepção. Para ele, as matrizes culturais, que são uma espécie de reservatório de experiências tradicionais, percorrem um trajeto ao longo do tempo até serem ratificadas, reforçadas pelos formatos industriais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo bem flagrante desta estrutura – e muito próxima de nós, gaúchos – é a própria exploração do gauchismo por parte da mídia do Rio Grande do Sul, com ênfase para o Grupo RBS, em geral, e o jornal Zero Hora, em particular.&lt;br /&gt;Na outra ponta do mapa, Barbero propõe o eixo sincrônico, que liga as lógicas de produção da mídia com as lógicas de recepção. Esta relação estabelece o que o autor chama de “competências de recepção ou de consumo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante notar que nesta espécie de losango de forças, outros fenômenos atuam simultaneamente, como a tecnicidade, a ritualidade, a socialidade e a institucionalidade. Se bem compreendo o que Barbero quer dizer, é a partir deste ciclo de fenômenos que se retroalimentam diariamente que a mídia e sua lógica de produção enredam a sociedade na teia de um consumo cultural mais ou menos padronizado, ainda que nem sempre os receptores apreendem totalmente o que os formatos industriais estabelecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o mapa de Barbero nos indica que o poder da mídia está tão presente no espectro social que se tornou um ritual (pessoas só saem de casa depois da telenovela ou precisam ler o jornal nas primeiras horas da manhã, por exemplo), uma ferramenta de socialidade (o que está na mídia passa a ser uma prática social) e uma força institucional (os discursos da mídia têm grande relevância e regulam os próprios discursos dos cidadãos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta idéia de que a sociedade se transforma em mercadoria a partir do consumo cultural engendrado pelo entrecruzamento de lógicas de produção/lógicas de recepção/matrizes culturais/formatos industriais encontra repouso em algumas teorias de outro autor, Mike Featherstone. Segundo ele, “a sociedade de consumo [...] é um vasto complexo de signos e imagens fragmentárias”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn6" name="_ftnref6"&gt;[6]&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Neste consumo de signos, afirma Featherstone, a importância reside “na capacidade de remodelar incessantemente o aspecto simbólico ou cultural da mercadoria”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn7" name="_ftnref7"&gt;[7]&lt;/a&gt;. Ou seja, esse “remodelar incessantemente” parece ser a retroalimentação dos fenômenos assinalados por Barbero e que resulta neste novo consumo cultural mediado pelo poder midiático. Afirma Barbero:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a partir das novas maneiras de juntar-se e excluir-se, de deconhecer-se e se reconhecer que adquire consistência social e relevância cognitiva aquilo que passa em e pelas mídias e pelas nova tecnologias de comunicação. Pois foi aí que as mídias começaram a construir o público, a mediar na produção de imaginários que de algum modo integram a desgarrada experiência urbana dos cidadãos, seja substituindo a neutralidade da rua pela espetacularização televisiva dos rituais da política, seja desmaterializando a cultura e aliviando-a de sua espessura histórica mediante tecnologias que, como as redes telemáticas ou os videogames, propõem a hiper-realidade e a descontinuidade como hábitos perceptivos dominantes&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn8" name="_ftnref8"&gt;[8]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta perspectiva de ritualidade, ou seja, de repetição dos formatos industriais midiáticos inserida no cotidiano social, Barbero não se engana quando diz que “é o que na comunicação há de permanente reconstrução do nexo simbólico: ao mesmo tempo repetição e inovação, âncora na memória e horizonte”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn9" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn9" name="_ftnref9"&gt;[9]&lt;/a&gt;. Parece ser o eterno ofício de decifrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Martín-Barbero, Jesús. Ofício de cartógrafo: Travessias latino-americanas da comunicação na cultura. São Paulo: Loyola, 2004, p. 229.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Ibidem, 2004, p. 217.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; YÚDICE, George. A conveniência da cultura: Usos da cultura na era global. Belo Horizonte: UFMG, 2004, p. 124.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; ORTIZ, Renato. Mundialização e cultura. São Paulo: Brasiliense, 2000, p. 111&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; Ibidem, 2000, p. 126.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref6" name="_ftn6"&gt;[6]&lt;/a&gt; FEATHERSTONE, Mike. O desmanche da cultura: Globalização, pós-modernismo e identidade. São Paulo: Studio Nobel: SESC, 1997, p. 109.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref7" name="_ftn7"&gt;[7]&lt;/a&gt; Ibidem, 1997, p. 109.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref8" name="_ftn8"&gt;[8]&lt;/a&gt; BARBERO, op. cit. p. 220.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn9" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref9" name="_ftn9"&gt;[9]&lt;/a&gt; Ibidem, 2004, p. 231.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-4951211090354850059?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/4951211090354850059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=4951211090354850059' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/4951211090354850059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/4951211090354850059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2007/12/o-ofcio-de-decifrar.html' title='O ofício de decifrar'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/R2h7k5qQnkI/AAAAAAAAABc/xQiO5s7brFs/s72-c/group4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-7153757310798206396</id><published>2007-11-09T04:31:00.000-08:00</published><updated>2008-08-26T20:21:22.685-07:00</updated><title type='text'>Os labirintos da cultura</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SLTIETD9HWI/AAAAAAAAAEo/_j7cWli8-oQ/s1600-h/Creek.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239032242700623202" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SLTIETD9HWI/AAAAAAAAAEo/_j7cWli8-oQ/s320/Creek.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Para cada área do conhecimento, uma definição. Para cada reflexão científica, uma concepção. Não existe uma única noção acerca do termo cultura, que em latim, sua origem, significa cultivar o solo, cuidar. Por isso, até hoje, no ramo agrícola (agricultura) diz-se cultura do arroz, da soja, do milho. Na sociologia, na filosofia, na antropologia, nas artes, na literatura e na comunicação, cultura tem diferentes entendimentos e versões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou tratar aqui das tantas noções sobre o tema. No entanto, vale um passeio por algumas concepções de cultura em Raymond Williams, um dos primeiros a pensar os Estudos Culturais, quando o mundo se transformava com o impacto da Revolução Industrial e as Guerras Mundiais, e em Néstor García Canclini, autor que se ocupa, especialmente, dos processos culturais na América Latina em um planeta que novamente se modifica, especialmente a partir das novas tecnologias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Época e fatos históricos parecem influir no significado do termo. Maria Elisa Cevasco lembra que a partir do século XVIII a palavra cultura passou a ser utilizada como substantivo abstrato para designar desenvolvimento humano. Com as mudanças sociais advindas da Revolução Industrial, no decorrer do século XIX, cultura deixa de ser um processo de aprimoramento das faculdades mentais e passa a ter o sentido de crítica àquela sociedade em plena transformação. Em meados do século XX, estudar uma sociedade em ebulição que busca uma nova organização depois da Segunda Guerra pelo viés da cultura não apenas ganha importância na Europa, como em pouco tempo se transforma em disciplina acadêmica na Inglaterra a partir, especialmente, de Raymond Williams e os Estudos Culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Williams percebeu o crescimento dominante dos meios de comunicação de massa e uma espécie de deslizamento das disputas de poder do epicentro econômico e político para o âmbito cultural. “As grandes oposições entre as espécies humanas e a fonte dominante dos conflitos serão culturais”, previu Samuel Huntington no ensaio &lt;em&gt;The Clash of Civilization&lt;/em&gt;, de 1993. Ao contrário de Huntington, Williams acreditava que cultura não poderia estar apartada da vida cotidiana, ou seja, das questões econômicas, sociais e políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento de Williams, expresso em Cultura e Sociedade, sua principal obra, é um divisor de águas. Antes dele, cultura era vista como privilégio de poucos, de uma minoria. A partir dele, seria pulverizada entre a população, principalmente por meio da educação. A questão central de sua proposição é que todos tenham acesso ao conhecimento e aos meios de produção cultural. “A idéia de uma cultura em comum é apresentada como uma crítica e uma alternativa à cultura dividida e fragmentada que vivemos”. É a partir do materialismo cultural de Williams que ele estabelece a ligação entre este e a vida social. Esta teoria abre aos estudos culturais a possibilidade de descrever como acuidade o funcionamento da cultura na sociedade contemporânea e de buscar sempre as formas do emergente, do que virá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde Raymond Williams, o mundo tem se transformado de maneira ainda mais acelerada do que à época da Revolução Industrial e o segundo Pós-Guerra, episódios que marcaram os séculos XIX e XX. Este lapso de tempo, no entanto, não ajudou a definir o termo cultura. Ao contrário. Segundo Néstor García Canclini, “há décadas, aqueles que estudam a cultura experimentam a vertigem das imprecisões”. Mas o autor não se exime de apresentar a mais óbvia definição da palavra em questão, apontando para “quando se faz com que se assemelhe a educação, ilustração, refinamento, informação ampla. Nesta linha, cultura é o acúmulo de conhecimento e aptidões intelectuais e estéticas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canclini sabe que a definição sobre cultura citada acima não encerra o debate, apenas dá o pontapé inicial. Há um caminho sinuoso para elucidar a questão. No entanto, ele complica um pouco mais a situação ao incluir o consumo da sociedade neste guarda-chuva e busca cimentar seu pensamento lembrando Jean Baudrillard e Pierre Bourdieu e suas respectivas teorias acerca de cultura. O primeiro divide o problema em tipos de valor na sociedade. Além dos valores de uso e de troca, Baudrillard acrescenta os valores signo e símbolo. Parece claro que o valor de uso de um carro está na sua função primeira, ou seja, transportar pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O valor de troca se dá pelo mercado, quanto vale o carro dependendo do seu estado de conservação, por exemplo. Já o valor signo a que se refere Baudrilhard reside, de acordo com Canclini, no “conjunto de conotações, de implicações simbólicas que estão associadas a este objeto”. O valor símbolo se estabelece quando o carro teria sido, por exemplo, o presente dado por alguém. Canclini defende que esta classificação permite diferenciar o socioeconômico do cultural. “ O [valor] de uso e o [valor] de troca têm a ver principalmente, não unicamente, com a materialidade do objeto, com a base da vida material. Os dois últimos [valor signo e valor símbolo] referem-se à cultura, aos processos de significação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao citar Bourdieu, Canclini lembra que aquele autor estabeleceu a diferença entre cultura e sociedade na medida em que a segunda está envolvida com relações de força (valor de uso e de troca), entrelaçadas com relações de sentido, “que organizam a vida social, as relações de significação. O mundo das significações, do sentido constitui a cultura”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo um paralelo entre os pensamentos de Williams e Canclini, podemos dizer que a cultura comum pretendida pelo primeiro não parece ter se consolidado plenamente, embora o desenvolvimento tecnológico e comunicacional, como a Internet, tenha contribuído muito para uma espécie de pulverização de conhecimentos mundo afora – mas não em todas as partes –, ou como prefere chamar Pierre Lévy, para o nascimento de uma memória coletiva, de uma inteligência coletiva. O que Canclini acredita, no entanto, ser cultura, não está tão longe do idealismo de Williams, ainda que não sejam teorias idênticas. Para o autor latino-americano, todas as práticas sociais contêm uma dimensão cultural, mas nestas práticas nem tudo é cultura. Definir cultura, já se vê, é um debate longo e, talvez, sem fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-7153757310798206396?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/7153757310798206396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=7153757310798206396' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/7153757310798206396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/7153757310798206396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2007/11/os-labirintos-da-cultura.html' title='Os labirintos da cultura'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SLTIETD9HWI/AAAAAAAAAEo/_j7cWli8-oQ/s72-c/Creek.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-6314650215727614298</id><published>2007-10-18T06:28:00.000-07:00</published><updated>2008-02-14T04:15:43.763-08:00</updated><title type='text'>O naufrágio e o caos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/RxdiHvxjZ1I/AAAAAAAAABE/zxXb3dKLINk/s1600-h/plutÃ£o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122670986380142418" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/RxdiHvxjZ1I/AAAAAAAAABE/zxXb3dKLINk/s320/plut%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;Ando às voltas com o mito Che Guevara para a dissertação de mestrado. Leio, ao mesmo tempo, Néstor García Canclini, Michel Maffesoli, Gilbert Durant, Everardo Rocha, Juremir Machado da Silva, Edgar Morin, Mike Featherstone e Jean Baudrillard, para citar alguns. Não que todos esses autores se encontrem no final da estrada, embora sempre se possa captar uma ou outra noção teórica, alguma opinião convergente entre autores diferentes. Mas de tanto ler, escrever e ouvir a palavra mito nos últimos dias, até por conta dos 40 anos da morte de Che, lembrado em 9 de outubro passado, me veio à mente Jean-François Lyotard e o seu livro “O pós-moderno”, de 1986.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ele, Lyotard, um dos primeiros a tratar deste termo tão controverso que é o pós-moderno. O livro de Lyotard é uma espécie de documento fundador do assunto. E o que nos diz o autor francês? Para ele, a pós-modernidade coloca em xeque as grandes narrativas ou, como ele prefere chamar, os metarrelatos, como o marxismo, o comunismo, o freudismo etc. Enfim, em última instância, são narrativas que, em algum momento, teriam sido verdades. Lyotard afirma que, na pós-modernidade, os metarrelatos caíram em descrédito. Vivemos a incredulidade nos metarrelatos, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mito, diz o autor, é o metarrelato das sociedades primitivas. Mas as grandes narrativas também são os mitos das sociedades contemporâneas. São histórias que as pessoas contam para elas mesmas para que encontrem a verdade. Nós tentamos, ainda que em vão, buscar a verdade. Os mitos, as narrativas servem para ratificar a verdade, nas palavras de Juremir Machado da Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lyotard culpa o desenvolvimento da ciência e das tecnologias pelo descrédito dos metarrelatos, como se a âncora que nos mantém seguros fosse, aos poucos, se soltando até deixar nosso barco à deriva. Sim, porque, quando não há mais a grande narrativa, o mito e as histórias para ratificar a verdade, o que fica em seus lugares? Para Lyotard, esse espaço vazio é a pós-modernidade, uma espécie de crise de legitimação do saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juremir fez a pergunta: Quando o saber é legítimo, verdadeiro e aceito hoje? Quando? O que é arte? O que é ciência? A definição de arte é dada pelos artistas e seus pares. São eles que definem o que é arte. Assim como a ciência e suas verdades. Há pouco tempo tínhamos, por exemplo, o planeta Plutão. De repente, da noite para o dia, os cientistas decidiram que Plutão seria rebaixado à categoria inferior, não seria mais um planeta. Durante anos, nos convencemos de que Plutão era um planeta, de verdade. Parece que isso não passou de um engano. Ou teria sido o resultado de uma disputa de poder entre os cientistas? Ou um acordo que teria expirado o prazo para manter Plutão um planeta? É que não vale esquecer: a ciência é formada por seres humanos, com todos os seus jogos, falhas e seus objetivos profissionais, de carreira, sua vaidades e disputas permanentes. Mesmo a despeito das permanentes mudanças sociais e culturais, talvez os mitos se mantenham presentes nas sociedades porque neles ainda encontramos uma âncora ou um fio terra, para usar expressão de Sandra Jatahy Pesavento, que nos ajuda a evitar o naufrágio e escapar do caos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;* Plutão, a partir de sua lua Caronte&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-6314650215727614298?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/6314650215727614298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=6314650215727614298' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/6314650215727614298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/6314650215727614298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2007/10/o-naufrgio-e-o-caos.html' title='O naufrágio e o caos'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/RxdiHvxjZ1I/AAAAAAAAABE/zxXb3dKLINk/s72-c/plut%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-7331456467915063656</id><published>2007-09-25T06:25:00.000-07:00</published><updated>2007-09-25T07:01:17.713-07:00</updated><title type='text'>40 anos de um mito</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/RvkN8EZES0I/AAAAAAAAAA8/E-mQ-K5UIhE/s1600-h/Andy%20Warhol-CheGuevara.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114134177478101826" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/RvkN8EZES0I/AAAAAAAAAA8/E-mQ-K5UIhE/s320/Andy%2520Warhol-CheGuevara.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em 9 de outubro de 1967, o exército boliviano colocou um ponto final na trajetória do revolucionário argentino Ernesto Che Guevara, que com Fidel Castro obteve seu maior trunfo ao derrubar Fulgencio Batista do poder em Cuba, em 1959. Mas Che não queria mudar somente Cuba. Opositor ferrenho do sistema capitalista, em geral, e dos Estados Unidos, em particular, queria mudar os rumos do planeta. Sonhava com um mundo socialista. Che morreu sem atingir o seu objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ser executado nas montanhas da Bolívia, no entanto, Che se transformou em um mito universal, um símbolo da esquerda mundial e da luta contra o capitalismo. Imortalizado por uma imagem, a famosa foto de Alberto Korda, seu mito resiste às rápidas mudanças sociais, econômicas e culturais verificadas especialmente nas últimas duas décadas, mas não está intacto. Em 40 anos, a percepção imaginária sobre ele parece estar passando por diferentes releituras. Um fenômeno próprio dos mitos, segundo Everardo Rocha, para quem o mito está sempre sendo reinterpretado, independentemente de suas versões. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Neste mundo forjado pela nova ordem mundial sob a batuta do processo de globalização em praticamente todas as esferas da vida cotidiana, a imagem de Korda não é mais vista apenas em quadros pendurados nas paredes de sindicatos de trabalhadores ou de gabinetes de partidos políticos de esquerda, que se apropriaram – alguns ainda se apropriam – do que Che representou um dia no cenário político e ideológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o rosto sério de Che Guevara está estampado nos mais diferentes suportes: camisetas, jaquetas, bottons, cintas, bonés, biquínis, xícaras. No Peru, uma empresa lançou um cigarro com a marca El Che, em comemoração aos 40 anos de sua morte. Objetos com a figura do mito estão à venda nas ruas centrais das grandes cidades da América do Sul, da Europa, da Ásia e até das grandes metrópoles norte-americanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão à venda em toda a parte. Na Internet, há centenas de portais – a maioria deles produzida nos Estados Unidos – que comercializam produtos&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; com o rosto de Che. Por ironia, o símbolo da revolução socialista parece ter se transformado em um ícone de consumo do sistema capitalista que ele tanto combateu. Minha dissertação de mestrado procura indícios de como teria ocorrido este fenômeno que tirou um mito universal de seu habitat natural – neste caso, a revolução socialista – para torná-lo objeto de consumo do mundo globalizado. Não me refiro ao consumo como mercadoria, explorado pela publicidade, mas ao consumo simbólico de Che e o que ele representa para as novas gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5220953218903372780#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Disponível em: &lt;&lt;a href="http://www.starstore.com/"&gt;http://www.starstore.com/&lt;/a&gt;&gt;. Acesso em: 12 jun. 2007.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;* &lt;em&gt;Imagem de Andy Warhol.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-7331456467915063656?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/7331456467915063656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=7331456467915063656' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/7331456467915063656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/7331456467915063656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2007/09/40-anos-de-um-mito.html' title='40 anos de um mito'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/RvkN8EZES0I/AAAAAAAAAA8/E-mQ-K5UIhE/s72-c/Andy%2520Warhol-CheGuevara.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-5573992876908679704</id><published>2007-09-03T06:04:00.000-07:00</published><updated>2007-09-04T07:35:12.928-07:00</updated><title type='text'>A questão da técnica</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/RtwHup1eCCI/AAAAAAAAAA0/J_oKzn9msVI/s1600-h/peces_mar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5105964575616796706" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/RtwHup1eCCI/AAAAAAAAAA0/J_oKzn9msVI/s320/peces_mar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entre tantos estudos, o filósofo Heidegger, um dos principais pensadores do século XX, se ocupou em decifrar o conhecimento humano a partir do que chamava de “mundo da vida”, ou seja, o conhecimento a partir da vivência, do vivido. Em um de seus grandes trabalhos publicados, &lt;em&gt;Ser e Tempo&lt;/em&gt;, Heidegger trata da fenomenologia, uma teoria de Husserl, de quem Heidegger era discípulo, e que, de forma resumida, dá origem ao Historicismo, uma corrente filosófica que serviu de contraponto ao positivismo, cuja única forma de se chegar à verdade seria por meio de comprovações científicas. O ponto de partida da fenomenologia é o mundo, que nos determina, é a reflexão e não o imediatismo nem a teoria e o método.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trilhando este caminho, Heidegger busca compreender como se estrutura o mundo para nós, que aqui estamos. Para o filósofo alemão, “nós somos no mundo”. Esta afirmação encontra repouso no fato de que o mundo em que vivemos está sempre estruturado quando a ele chegamos. O mundo que nos recebe está pronto. Por isso, “somos temporalmente”, afirma o professor Francisco Rüdiger, autor de &lt;em&gt;Martin Heidegger e a questão da técnica&lt;/em&gt; (Sulina, 2006).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, lá pelo começo da década de 30 do século passado, o pensamento fenomenológico de Heidegger sofre uma ruptura: ele passa a investigar a &lt;em&gt;História do Ser&lt;/em&gt; e a relacionar homem e técnica. Em um fragmento do manuscrito de Der Anklang, que integra o preâmbulo do livro de Rüdiger, o autor lembra: "diz-se que a técnica é neutra - o homem é que a converte em uma bênção ou uma maldição. Porém, o que é o homem? O que é a técnica?", pergunta. Esses são alguns dos mistérios que estamos tentando desvendar – ou, ao menos, compreender – nas aulas de Rüdiger e sua Crítica do Pensamento Tecnológico. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-5573992876908679704?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/5573992876908679704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=5573992876908679704' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/5573992876908679704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/5573992876908679704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2007/09/questo-de-tcnica.html' title='A questão da técnica'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/RtwHup1eCCI/AAAAAAAAAA0/J_oKzn9msVI/s72-c/peces_mar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-9099800219673799407</id><published>2007-08-20T06:56:00.000-07:00</published><updated>2007-08-20T07:06:30.168-07:00</updated><title type='text'>Em busca do idioma universal</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/RsmfhZ1eCBI/AAAAAAAAAAs/p_vNce_RVz4/s1600-h/DSC01778.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100783449193449490" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/RsmfhZ1eCBI/AAAAAAAAAAs/p_vNce_RVz4/s320/DSC01778.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A inteligência coletiva defendida por Pierre Lévy ainda precisa, segundo o próprio, superar algumas barreiras para se consolidar totalmente. Ele acredita que o idioma é o principal obstáculo para que o mundo possa, efetivamente, se comunicar sem fronteiras. Para isso, durante os últimos 15 anos, Lévy se ocupou com a criação de uma série de combinações de signos (letras) que tentam expressar todos os sentidos, as regras, os desejos, as palavras, as frases e os ordenamentos. A coisa é complicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda aula que ministrou para os alunos do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da PUCRS, no último dia 15 de agosto, Lévy fez uma longa explanação, mostrou slides, apresentou exemplos de combinações. A idéia principal é que essas matrizes, com as combinações de signos, sejam transferidas para o computador, que teria a missão de decifrar e compreender todos esses códigos e, assim, grosso modo, um chinês poderia conversar tranqüilamente com um russo via Internet, por exemplo. Ou um brasileiro conseguiria ler uma página árabe na web. Tudo porque o mundo teria, a partir daí, um idioma universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filósofo não tem previsão de quando sua idéia poderá ser aplicada na prática. As grandes empresas especializadas em Internet, de acordo com Lévy, não têm qualquer interesse neste tipo de pesquisa. “Elas querem as coisas prontas. Por que irão gastar em pesquisa se estamos fazendo uma”, perguntou? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-9099800219673799407?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/9099800219673799407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=9099800219673799407' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/9099800219673799407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/9099800219673799407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2007/08/em-busca-do-idioma-universal.html' title='Em busca do idioma universal'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/RsmfhZ1eCBI/AAAAAAAAAAs/p_vNce_RVz4/s72-c/DSC01778.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-8056378726064225734</id><published>2007-08-14T09:18:00.000-07:00</published><updated>2007-08-14T11:27:59.833-07:00</updated><title type='text'>Áreas de sombra e de mistério</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/RsHbZunJrKI/AAAAAAAAAAk/q3O0PJZmRUg/s1600-h/Silveira+Alucinante.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5098597488215567522" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/RsHbZunJrKI/AAAAAAAAAAk/q3O0PJZmRUg/s320/Silveira+Alucinante.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;div&gt;Inteligência coletiva. Esta é a denominação que Pierre Lévy dá ao estágio em que vivemos hoje. Lévy é professor da Universidade de Ottawa, no Canadá, e está ministrando aula de dois dias para alguns poucos privilegiados alunos do Programa de Pós-Graduação da PUCRS. Para Lévy, que também é uma das celebridades do Fronteiras do Pensamento, projeto cultural da Copesul, vivemos num tempo em que a gestão da humanidade está nas mãos dos intelectuais e suas interconexões. Em outras palavras, o mundo está sendo – e deverá ser cada vez mais – gerido pelo capital do conhecimento e da informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como se forma o capital do conhecimento? Para nós, alunos de Lévy, a resposta parece mais um enigma nesta tarefa inglória de tentar compreender as relações humanas no mundo em que vivemos. Para ele, a resposta é simples: tudo pode ser encontrado nas variáveis do conhecimento, na unidade de informação. Com bom humor, Lévy explica que a unidade de informação é composta por três ingredientes essenciais: o signo (símbolo, artes, ciências, capital intelectual), o ser (fonte de afetividade, onde se dá a existência, é o querer, o valor, o capital ético) e a coisa (a referência, o poder, o capital econômico, as finanças). Isso tudo no campo do virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo da atualização, temos a memória, as imagens, os meios, as redes, a Internet, as bibliotecas, a mídia, a bibliografia, enfim, o capital cultural. E também temos o capital social, com as pessoas, as regras de convivência e os laços sociais. A ação interconectada de todas essas variáveis resulta na inteligência coletiva a que se refere Pierre Lévy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, é complicado de entender. Eu, aliás, resolvi escrever no blog algumas impressões que tive sobre a primeira das duas aulas com Lévy para tentar encaixar os pensamentos. Ainda não os encaixei, admito. Mas eu chego lá. Perguntado por uma colega quais seriam, enfim, os benefícios que teria a humanidade a partir da inteligência coletiva, Lévy disse apenas que o conhecimento deve, sempre, servir para melhorar a vida das pessoas. Ao ser questionado onde tudo isso poderia parar, o professor respondeu: “Não tenho conclusões. Acredito que não devemos ignorar a existência do desconhecido. Devemos compreender que o desconhecido existe para que possamos descobri-lo”. Em outras palavras, é o que costuma dizer Juremir Machado da Silva: “é fundamental termos áreas de sombra, de mistério. Não precisamos explicar tudo”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;* &lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;A foto de Thiago Gutterman é da Praia do Silveira, em Garopaba. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-8056378726064225734?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/8056378726064225734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=8056378726064225734' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/8056378726064225734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/8056378726064225734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2007/08/reas-de-sombra-e-de-mistrio.html' title='Áreas de sombra e de mistério'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/RsHbZunJrKI/AAAAAAAAAAk/q3O0PJZmRUg/s72-c/Silveira+Alucinante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-405813298881218294</id><published>2007-08-09T08:05:00.000-07:00</published><updated>2007-08-09T08:12:51.587-07:00</updated><title type='text'>A contraditória necessidade de escrever</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/Rrsu1OnJrII/AAAAAAAAAAU/ELVkHLCRifw/s1600-h/DSC01783.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096718895290100866" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/Rrsu1OnJrII/AAAAAAAAAAU/ELVkHLCRifw/s320/DSC01783.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como ainda sou um iniciante no universo dos blogs, admito uma certa angústia em ter firmado um compromisso comigo mesmo de escrever diariamente. Escrever todos os dias é fácil, difícil é escrever coisas interessantes a cada 24 horas. Em geral, cronistas de veículos de comunicação com periodicidade diária sentem isso na pele. É preciso formatar uma idéia sobre alguma coisa todos os dias. Isso significa a necessidade de opinar cotidianamente a respeito dos mais diversos aspectos da rotina social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para muitos autores, vivemos a pós-modernidade. Ainda não tenho um conceito fechado sobre o que isso significa, mas percebo que nos tornamos cada vez mais contraditórios em muitos aspectos. Vejam este meu caso particular em relação ao blog, que é apenas uma entre tantas tecnologias de comunicação e informação que nos rodeia e nos leva de roldão. Não queria ter um, mas acabei criando este espaço. Agora, devo escrever diariamente, mas não sei se terei inspiração e tempo suficientes para isso. Aí está o contraditório: criei uma coisa que não tenho certeza se poderei mantê-la como deveria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, assim, com essa minha mais recente dúvida existencial, penso em Edgar Morin. Entre as muitas leituras desse primeiro semestre de mestrado na PUC, ainda tento decifrar Morin, Michel Maffesoli, Jean Baudrillard, Nestor García Canclini, Manuel Castells, John Sinclair, Renato Ortiz, Guy Debord e muitos, muitos outros. Lembrei de Morin e um trecho de seu &lt;em&gt;O Método 5: a humanidade da humanidade:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;“O homem é racional (sapiens), louco (demens), produtor, técnico, construtor, ansioso, extático, instável, erótico, destruidor, consciente, inconsciente, mágico, religioso, neurótico; goza, canta, dança, imagina, fantasia. Todos esses traços cruzam-se, dispersam-se, recompõem-se conforme os indivíduos, as sociedades, os momentos, aumentando a inacreditável diversidade humana... Mas todos esses traços aparecem a partir de potencialidades do homem genérico, ser complexo, no sentido em que reúne traços contraditórios”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-405813298881218294?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/405813298881218294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=405813298881218294' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/405813298881218294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/405813298881218294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2007/08/contraditria-necessidade-de-escrever.html' title='A contraditória necessidade de escrever'/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/Rrsu1OnJrII/AAAAAAAAAAU/ELVkHLCRifw/s72-c/DSC01783.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5220953218903372780.post-1566097688178960647</id><published>2007-08-08T11:28:00.000-07:00</published><updated>2007-08-08T13:08:19.863-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/RroNUOnJrHI/AAAAAAAAAAM/6ehR_kRg6f8/s1600-h/DSC01789.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096400569493990514" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/RroNUOnJrHI/AAAAAAAAAAM/6ehR_kRg6f8/s320/DSC01789.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Criar um blog nunca esteve nos meus planos. De qualquer maneira, resolvi ter o meu próprio espaço para guardar o que escrevo. Pode ser que, algum dia, sirva para alguma coisa. Mas se não servir pra nada, não importa. Terá servido, apenas, para registrar o que poderia ter sido perdido pelo esquecimento, pela preguiça ou pelo tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A foto acima é uma homenagem à tranqüilidade que sinto sempre que vou ao Templo Budista, em Três Coroas. Para quem não está muito familiarizado com a cena, nos panos pendurados nos varais estão grafadas orações. Segundos os budistas, com o vento, as rezas se espalham por toda a parte. Não sou budista, mas admiro a atmosfera calma do lugar. Talvez para compensar minha própria inquietude.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5220953218903372780-1566097688178960647?l=juandomingues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juandomingues.blogspot.com/feeds/1566097688178960647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5220953218903372780&amp;postID=1566097688178960647' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/1566097688178960647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5220953218903372780/posts/default/1566097688178960647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juandomingues.blogspot.com/2007/08/criar-um-blog-nunca-esteve-nos-meus.html' title=''/><author><name>JMD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15717290093524323696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/SKwjPojyXFI/AAAAAAAAAEQ/yZOICarHBfk/S220/2%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CfcmdfxPSMA/RroNUOnJrHI/AAAAAAAAAAM/6ehR_kRg6f8/s72-c/DSC01789.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
